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SÃO PAULO – O aumento nos preços do leite pasteurizado impediu que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrasse uma desaceleração mais forte em maio, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10).
O índice passou de 0,48% para 0,47% na passagem de abril para maio, sendo que o leite pasteurizado contribuiu com 0,10 ponto percentual. O produto ficou 9,77% mais caro, devido ao período de entressafra, e fez com que a taxa do grupo alimentos passasse de 0,15% para 0,44% no período.
Junto com leite, também subiram de preços os seus derivados: queijo (1,39%), leite condensado (1,12%) e em pó (1,10%). Em alimentos, também foi verificada alta na cenoura (5,64%), batata-inglesa (14,77%) e tomate (2,32%).
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Desaceleração
Considerando o agrupamento dos não alimentícios, a taxa passou de 0,58% para 0,48%, com destaque para o grupo Despesas Pessoais (2,14% para 1,57%), que apesar da desaceleração continua sob a influência de cigarros (14,71% para 9,21%), refletindo o aumento do IPI sobre o produto. O produto registrou uma alta menos significativa, mas ainda assim foi a segunda maior contribuição individual para o IPCA, com 0,09 ponto percentual.
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais passou de 1,10% em abril para 0,68% em maio, refletindo o comportamento dos preços de remédios (2,89% para 1,33%). O grupo Habitação passou de 0,75% para 0,72%, com destaque para o gás de cozinha, que passou de 2,41% para 0,64%.
Já os artigos de Vestuário tiveram variação de 1,16%, contra 1,08% um mês antes. Segundo o IBGE, isso mostra a plena comercialização da coleção outono/inverno.
Entre as cidades, Goiânia (0,97%) destacou-se pelo mais elevado resultado do mês, influenciada pelo ônibus urbano (8,70%), enquanto a menor variação foi a de Curitiba (0,15%).