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SÃO PAULO – De acordo com os índices semanais publicados pela empresa finlandesa Foex, que são utilizados como referência pelos investidores, os preços da celulose subiram novamente no mercado internacional nos segmentos de fibra longa e curta.
| Tonelada de celuose | Semana até 18/08/2009 | Semana até 11/08/2009 | Variação |
| Fibra longa (Foex NBSK) | US$ 669,83 | US$ 663,83 | +0,90% |
| Fibra curta (Foex BHKP) | US$ 547,93 | US$ 539,25 | +1,61% |
Estados Unidos: preços sofrem influência externa
Os analistas destacaram que a reabertura de uma fábrica produtora de fibra longa nos Estados Unidos não influencia muito no ritmo mais lento dos preços desse segmento no país. A capacidade de produção anteriormente vista, segundo a Foex, ainda existe e deverá se manter estável por um longo tempo, uma vez que a demanda do mercado de fibra longa mundial caiu 7%.
Sobre os preços da celulose cotados em dólar, os analistas ressaltaram que eles se mantêm em alta, suportados, entre outras coisas, pela queda nos estoques dos produtores e pela valorização do dólar canadense e do euro frente à moeda norte-americana. A Foex declarou ainda que novos aumentos nos preços da celulose no mercado dos EUA já foram anunciados para setembro.
China: demanda de fibra curta em alta
Na China, de acordo com a Foex, a produção de papel durante a primeira metade do ano cresceu 5,2% frente ao registrado entre janeiro e junho de 2008. A instituição explica que este foi um dos drivers que contribuíram para a forte demanda pela celulose de fibra curta e outros mercados na gigante asiática.
Os analistas declararam que mesmo com a alta observada nos níveis de capacidade de utilização nas fábricas produtoras de celulose sem o uso de madeiras, as importações da celulose de fibra curta na China se mantiveram fortes em julho. Além disso, novos anúncios de elevação nos preços já foram vistos no país.
Opinião do mercado
A equipe da Link Investimentos avaliou as altas. “Nas últimas duas semanas estamos vendo um movimento de alta mais forte na fibra curta, reduzindo um pouco o spread (diferença dos preços) entre as fibras que ainda está superior US$ 120 por tonelada. Imaginamos que isso já possa ser uma tendência, já que não vemos que essa diferença tenha que ser tão grande, pelo contrário, tem espaço para forte redução”, disseram os analistas da corretora.
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A Link ainda manteve sua postura positiva para o mercado de celulose brasileiro. “Continuamos otimistas com as perspectivas de médio e longo prazo do setor, e o Brasil tem tudo para se colocar em uma posição de liderança nessa melhora”, concluiu.