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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na última quinta-feira (20) que a queda na arrecadação de impostos neste ano é natural. Segundo ele, isso está acontecendo devido à queda do PIB (Produto Interno Bruto) e não gera grandes preocupações no governo.
“No ano passado, por exemplo, a arrecadação cresceu quase 20%, foi uma beleza. Mas quando há uma queda do PIB, como esta, e também desonerações, porque já fizemos R$ 15 bilhões de desonerações, é natural que a arrecadação caia. Eu não me preocupo muito com isso porque eu sei que, assim que a economia retomar as atividades, a arrecadação vai voltar (a subir)”, disse.
Recuperação no fim do ano
A previsão do ministro é de que a arrecadação se recupere até o fim deste ano devido à retomada do crescimento econômico. “No ano que vem será normal, porque trabalhamos com uma previsão de crescimento de 4,5% a 5%”.
De acordo com a Agência Brasil, a estimativa do ministro para os próximos meses indica crescimento de 1,6% a 1,7% no segundo trimestre, em relação ao primeiro. “O último trimestre do ano será o melhor, teremos (um crescimento de) 3% a 4%”.
Nova CPMF
Sobre a possibilidade da criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), Mantega preferiu não se manifestar sobre o assunto, por ser essa uma iniciativa do Congresso Nacional.
“Temos um dilema importante: por um lado a saúde, que precisa de mais recursos para poder dar um atendimento melhor à população brasileira e enfrentar situações como essa em que temos a gripe suína, e, por outro lado, temos um momento de crise econômica em que estou reduzindo os tributos e fazendo desonerações. É um dilema difícil, eu entendo: a saúde precisa, e precisamos manter a desoneração. Parece-me que a proposta que estão fazendo é de uma alíquota pequena, que não vai pesar muito no bolso do consumidor”, afirmou.