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SÃO PAULO – O aumento das chuvas em São Paulo foi o principal responsável pelo aumento do álcool na última semana para o produtor. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre 21 e 25 de setembro, a alta do combustível foi, em média, de 7,43%.
Para o representante de Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) em Ribeirão Preto, Sérgio Prado, os preços dos fornecedores praticados antes do aumento era “irreal”. Com a elevação, os preços do combustível atingiram um patamar sustentável, segundo Prado.
O etanol hidratado atingiu R$ 0,8509 o litro para o produtor, um aumento de 7,96% sobre o valor verificado na semana anterior. Já o etanol anidro atingiu na última semana R$ 0,9708 o litro, valor 6,91% maior que o verificado na semana anterior. Nos dois casos, o valor é o maior desde maio de 2007.
Reflexo para o consumidor
Por conta do aumento do combustível para os produtores, os consumidores devem sentir a alta. Prado explica que com as chuvas, a oferta do combustível caiu, porque houve uma parada na produção. Por outro lado, com a demanda aquecida, a elevação dos preços atingirá as bombas.
Além das chuvas, um dos motivos para que os preços ao fornecedor aumentasse também é logístico. Prado afirmou que problemas de distribuição elevam os preços para os fabricantes e, como consequência, para o consumidor final.
No caso dos preços praticados para o consumidor final, Prado reitera a análise. “O consumidor fica realmente assustado com as altas, porém, é preciso alertar que não era possível manter os preços nos níveis anteriores”, afirmou.
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Chuvas intensas
Os produtores de cana-de-açúcar da região Centro-Sul do Brasil sentiram os efeitos das chuvas intensas do mês passado. Por conta disso, o Cepea já verificou uma menor oferta de álcool, por isso os aumentos da última semana.
Setembro é um mês tradicionalmente mais favorável à colheita, mas, na safra atual, o índice alto de chuvas já provocou a perda de 11 dias efetivos de moagem da cana-de-açúcar, o que fez a produção na quinzena ficar 22,8% abaixo da verificada na safra anterior.
Desde o início da safra, em meados de maio, 43,59% do total de cana processada foi destinado à produção de açúcar, ficando 56,41% para a produção de etanol, que somou 15,1 bilhões de litros, volume praticamente igual ao da safra anterior.