Custo de vida em SP desacelera para 0,27% em setembro

Variação em setembro é 0,03 ponto percentual menor do que a de agosto (0,30%); Transportes e Habitação pressionaram índice

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,27% em setembro, índice 0,03 ponto percentual menor do que o verificado em agosto (0,30%).

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (5), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No acumulado dos últimos 12 meses – entre outubro de 2008 e setembro de 2009 -, o índice avançou 3,89%. Já no acumulado deste ano, o ICV registra variação positiva de 2,80%.

Segmentos

De acordo com o Dieese, as grandes pressões inflacionárias em setembro partiram dos grupos Alimentação (0,51%), Transporte (0,50%) e Habitação (0,39%). Os grupos Vestuário (-0,46%) e Equipamentos Domésticos (-0,55%), por outro lado, puxaram o índice para baixo no último mês.

No grupo Alimentação, o aumento foi determinado pelo subgrupo produtos in natura e semielaborados (1,09%). A pressão teve origem em frutas (6,11%).

Em Transportes, a alta deve-se ao comportamento dos preços de combustíveis, que tiveram aumento de 1,19% no mês passado, verificado tanto para álcool (2,87%) como para gasolina (0,73%).

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Já em Habitação, o avanço foi observado nos seguintes subgrupos: locação, impostos e condomínio, com aumento de 0,95%, e operação do domicílio, que subiu 0,22%, influenciada pela tarifa de água, com alta de 4,51%.

Destaques em 12 meses e no ano

Em 12 meses, os destaques ficaram com Despesas Pessoais (11,38%), Educação e Leitura (7,55%) e Habitação (5,47%). Já as menores variações foram detectadas nos grupos Vestuário (-1,52%), Equipamento Doméstico (-0,55%) e Transporte (1,01%).

Em Despesas Pessoais, as maiores influências foram dos produtos de fumo e acessórios, que tiveram alta de 21,59%.

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No caso das variações negativas do acumulado de 12 meses, destacam-se as quedas de roupas (-4,82%).

No acumulado do ano até setembro, as maiores altas foram registradas no grupo Despesas Pessoais (10,92%), com destaque para produtos de higiene e beleza (3,56%) e também para fumo e acessórios (21,61%). Educação e Leitura e Habitação também apresentaram altas, de 7,32% e 4,59%, respectivamente. As variações negativas foram registradas nos grupos Vestuário (-2,58%) e Equipamento Doméstico (-0,53%).