Para conselheiro do BC chinês, há risco de bolhas nos países emergentes

Fan Gang afirma que risco é gerado por dólar fraco, fluxo intenso de recursos aos emergentes e juros baixos

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SÃO PAULO – A China e diversos países emergentes estão vivendo um momento de risco de bolhas nos setores imobiliário e de commodities. A afirmação é do conselheiro do Banco Central chinês, Fan Gang.

Em discurso nesta quarta-feira (18), Gang explicou que os ativos de países emergentes vêm crescendo aceleradamente, justamente onde se encontra o principal risco ao sistema financeiro atualmente.

“Quando se há muito dinheiro ao redor do mundo buscando boas oportunidades de investimentos e os mercados emergentes são os únicos onde o crescimento acontece, o excesso de liquidez irá resultar em bolhas de ativos, especialmente em commodities e imóveis”, afirmou.

Bolha chinesa

Em seu argumento, Gang falou que a bolha de ativos da China seria muito perigosa e que causaria um superaquecimento em outros lugares. Para ele, o risco é alimentado por uma combinação de baixas taxas de juros, associadas a um dólar fraco e entrada de capital em mercados emergentes.

No caso da China, Gang afirmou que o mercado de imóveis do país não é ‘louco”, mas apresenta um excesso de especulação, resultante de alto nível de poupança.

Ele propôs, por exemplo, que propriedades de luxo sejam taxadas. “Impostos são importantes para balancear a demanda”, disse.