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SÃO PAULO – A Ativa Corretora, assim como o Itaú Securities, avaliou como neutra para as companhias do setor sucroalcooleiro a decisão do governo de reduzir a mistura de etanol na gasolina, dos atuais 25% para 20%.
A medida entrará em vigor já no dia 1º de fevereiro e tem como objetivo o alívio da pressão por parte da oferta no período da entressafra da cana-de-açúcar, além de tentar colocar um limite nas altas dos preços do etanol vistas nos últimos meses no mercado doméstico, causadas pela ocorrência de chuvas acima da média na região Sudeste ao longo da última safra.
Ativa: mudanças não significativas a médio prazo
Para a corretora Ativa, os efeitos da mudança será “neutro”, não implicando “em mudanças significativas nos patamares de consumo do etanol no médio prazo e tem como objetivo evitar-se risco de déficit no suprimento do combustível”.
Para os analistas, o panorama do combustível no País exprime a safra fragilizada pelas chuvas e as pressões internacionais nos preços do açúcar alimentar. Ademais, a corretora acredita que os preços do etanol devem reduzir-se já ao longo do primeiro trimestre de 2010.
Itaú: mudança temporária, consequência neutra
O Itaú, tal qual a Ativa, considera a mudança “neutra para as empresas de açúcar e etanol com ações negociadas em bolsa”, apontando que, aos preços atuais do etanol, a demanda vem sendo limitada pela paridade com o preço da gasolina.
Além disso, os analista reiteram suas recomendações market perform (desempenho em linha com o mercado) para os papéis da Cosan (CSAN3), São Martinho (SMTO3) e Açúcar Guarani (ACGU3), projetando um preço-alvo de, respectivamente, R$ 25,40, R$ 22,10 e R$ 6,90 para as ações no final deste ano.
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Por fim, a corretora recomenda para as ações da Cosan Limited (CZLT11) um desempenho superior às demais, de outperform (acima do mercado), prevendo um preço-alvo de R$ 23,80 para seus papéis.