SÃO PAULO – De acordo com os índices semanais publicados pela empresa finlandesa Foex, que são utilizados como referência pelos investidores, os preços da celulose de fibras longa e curta mostraram leve alta nesta semana no mercado internacional, seguindo a tendência prevista pelos analistas.
| Tonelada de celuose | Semana até 2/02/2010 | Semana até 26/01/2009 | Variação |
| Fibra longa (Foex NBSK) | US$ 826,03 | US$ 824,93 | +0,13% |
| Fibra curta (Foex BHKP) | US$ 728,38 | US$ 727,67 | +0,09% |
Os analistas destacaram que o mercado de celulose norte-ameircano permaneceu apertado em janeiro, com base na melhora moderada da demanda por papel e na redução da oferta de celulose em decorrência de fenômenos meteorológicos adversos. Segundo a Foex, a oferta do setor nos EUA estará restrita aos níveis normais da primavera quando as condições climáticas melhorarem, “mas a reabertura de fábricas e outras novas produtoras já construídas e planejadas serão responsáveis por balancear o mercado”.
O mercado de fibra longa europeu, por sua vez, observou o nível dos preços subirem novamente por conta da combinação de baixos níveis de estoques, da fraca cotação do dólar frente ao euro (mesmo com as últimas variações positivas da moeda norte-americana), e dos problemas na produção da matéria-prima relacionados às condições meteriológicas adversas.
Na China, a Foex ressalta que a forte demanda pelo mercado de celulose do país se manteve estável ao longo do primeiro mês deste ano, sem revelar qualquer sinal de uma tendência de queda no ritmo em meio a proximidade do ano novo chinês.
Novos aumentos
A equipe da Link Investimentos avaliou os preços e vê novas altas para este mês. “Esperamos para este mês de fevereiro um novo aumento, já anunciado, de US$ 30 por tonelada para a celulose de fibra curta. Assim, devemos observar nas próximas semanas um movimento de alta no preço da celulose um pouco mais forte do que o observado nessa semana”, avaliou a corretora.
De acordo com os analistas da Link, os números desta semana comprovam “que o momento continua bastante positivo para as empresas produtoras de celulose, com uma alta demanda e sem novas capacidades”. Além disso, a corretora acredita que a contínua valorização do dólar beneficia as exportações brasileiras. “Continuamos otimistas com o setor”, concluiu.