Duratex: Santander vê preços e volumes elevados e aumenta target das ações

Premissas operacionais atualizadas motivam melhores perspectivas; preço-alvo passa de R$ 21,00 para R$ 23,00

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SÃO PAULO – Otimistas quanto ao desempenho da Duratex (DTEX3), os analistas do Santander elevaram o preço-alvo das ações da companhia de R$ 21,00 para R$ 23,00, como forma de considerar preços e volumes de vendas maiores do que o previsto. Com isso, o upside (potencial de valorização) é de 34,26%, ante cotação de fechamento da última quarta-feira (3). 

“A empresa obteve uma recuperação de preços antes do que se esperava no mercado doméstico, apoiada pela melhoria no panorama econômico; ao mesmo tempo, o incentivo fiscal do IPI promovido pelo governo brasileiro tem ajudado a impulsionar a demanda por painéis de madeira e móveis”, afirmaram os analistas. 

Aumento de preços
O aumento mencionado nos preços ocorreu em todas as linhas de produtos da companhia – MDF (+8% em novembro e +7% em janeiro), MDP (+7% em janeiro), Chapas de Fibra (+8% em novembro e +6% em janeiro), Pisos Laminados (+6% em novembro) e Deca (+6% em outubro). Além disso, a Duratex afirmou que ainda há espaço para aumentos futuros. 

“Estamos impressionados com a habilidade da Duratex em tirar proveito da melhoria da demanda para recuperar o poder de colocação de preços, algo que não esperávamos tão cedo”, sublinhou o banco. 

Nível de utilização
Outro ponto relevante destacado pelo Santander foi o nível de utilização da capacidade da empresa que, já apresentando taxa de 60% a 65% para o segmento MDP e MDF e 90% no Deca, poderá ter aumento significativo no curto prazo devido à redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que diminuiu os valores dos painéis de madeira e móveis – embora seja previsto o fim de sua validade no dia 31 de março. 

Além disso, os analistas elevaram suas projeções para o Ebitda (geração operacional de caixa) e para a receita líquida da companhia em 2010. No primeiro, a elevação chegou a 9%; ao passo que na segunda, houve incremento de 13%. Com a elevação, o Ebitda projetado atinge uma expansão em base anual de 99,5% em 2010 (R$ 963 milhões), e de 21% em 2011.

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Riscos 
Dentre os principais riscos apontados pelos analistas para os papéis da companhia está uma possível desaceleração na atividade econômica doméstica – “o desempenho da Duratex é muito sensível à expansão da economia, à taxa de juros e ao acesso ao crédito”; o acirramento da concorrência; as pressões de custos maiores do que o esperado, advindas de elevações no preço das matérias-primas. 

Ademais, ainda há a visão de potenciais riscos de baixa na execução associadas às sinergias da fusão com a Satipel e aos possíveis pagamentos de valores elevados em aquisições de terras.