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SÃO PAULO – A retaliação que o Brasil quer impôr aos Estados Unidos dever elevar a taxa básica de juros (Selic) do País e aumentar os preços dos produtos que serão sobretaxados a partir de abril.
A opinião é do presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior. Segundo ele, a situação que envolve os dois países da América deveria ser melhor analisada e discutida.
No momento, porém, Pellizaro não consegue vislumbrar uma resolução diferente da que foi decidida pelo Governo brasileiro. A retaliação foi autorizada pela OMC (Organização Mundial do Comércio) a pedido do Brasil, porque os EUA subsidiam os produtores de algodão tornando o produto norte-americano mais competitivo no mercado brasileiro em detrimento do nacional.
Pãozinho mais caro
O presidente da CNDL discordou das opiniões emitidas pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que afirmou que falar de aumento no preço do pão é “terrorismo”.
Para Pellizzaro, os produtos que serão alvo da sobretaxa vão apresentar aumento e o risco maior de aumento virá justamente em produtos que utilizam o produto.
A Abip (Associação Brasileira da Indústria da Panificação) também garantiu que não deve haver aumento de preços do pão por conta dos impostos maiores que serão aplicados ao trigo norte-americano, porque 90% do trigo importado pelo Brasil vem da Argentina.
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Juros internos maiores
De acordo com a assessoria de imprensa da CNDL, a entidade crê que a sobretaxa pressionará a inflação e pode fazer com que o Banco Central aumente a taxa básica de juros. “A gente espera que os governos brasileiro e americano se acertem para que não haja essa necessidade”, disse Pellizzaro.