Famílias de menor renda têm queda na percepção de compra de duráveis em abril

De acordo com estudo, entre as famílias com ganhos de até dez mínimos, o recuo de tal percepção foi de 6,1%

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SÃO PAULO – Em abril, houve queda na percepção das famílias com renda de até dez salários mínimos que avaliam o momento atual como propício para a compra de bens duráveis, segundo revela a Pesquisa Nacional da CNC (Confederação Nacional do Comércio) sobre a intenção de consumo das famílias brasileiras, divulgada na última terça-feira (20).

De acordo com o estudo, nas famílias com ganhos de até dez mínimos, o recuo na percepção foi de 6,1% no quarto mês do ano. Por outro lado, entre as famílias que ganham acima de dez salários mínimos por mês, houve avanço de 1% nesta percepção.

De modo geral, ainda conforme o estudo, a intenção das famílias brasileiras de comprar bens duráveis caiu 4,9% este mês, passando de 140,5 pontos em março para 133,5 pontos em abril.

Motivos da queda
Dentre os motivos que explicam o decréscimo, estão a elevação dos preços de produtos até então contemplados pelo benefício do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido.

Além disso, diz a pesquisa, a alta nos preços dos alimentos influenciou a queda na intenção de compras de bens duráveis, sobretudo entre as famílias com menor renda, já que o aumento dos preços dos alimentos tende a impactar mais fortemente o orçamento destas famílias.