China: saldo da balança sobe, com avanço de 43,9% das exportações em junho

Governo chinês também anunciou queda nos preços de imóveis e pequeno aumento em reservas de moedas estrangeiras

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SÃO PAULO – A semana começa com importantes indicadores vindos da China, a exemplo da balança comercial do país que atingiu o maior superávit em oito meses. Segundo o governo chinês, em junho, a balança marcou US$ 20,02 bilhões, enquanto projetava-se um superávit de US$ 14,6 bilhões. Em maio, o indicador marcara US$ 19,5 bilhões.

No total, as exportações do gigante asiático avançaram 43,9% no sexto mês deste ano, ou US$ 137,4 bilhões na comparação ao ano passado. Já as importações subiram 34,1%, resultado inferior ao do mês imediatamente anterior, de alta de 48,3%. Os economistas projetavam aumentos de 40% nas exportações e 38% das importações.

No caixa
Além disso, as reservas de moeda estrangeira no país subiram 0,29% no segundo trimestre, ou US$ 7,2 bilhões, o menor crescimento em 11 anos. No total, as reservas somaram US$ 2,454 trilhões ao final de junho, cerca de US$ 7,2 bilhões a mais que no trimestre anterior, o menor ganho desde 2001.

O resultado é em parte explicado pela expectativa de que o yuan se desvalorize, após o governo anunciar uma maior flexibilização do câmbio, e pela projeção de que a crise fiscal na Europa transfira capital para países emergentes.

Preços
Ainda na China, saíram nesta segunda-feira os dados sobre preços de imóveis em 70 cidades do país. O indicador mostra que esses preços caíram 0,1% entre maio e junho. O banco central chinês também anunciou que os novos empréstimos somaram 603 bilhões de yuans (US$ 89 bilhões), menor nível em três meses.

Na comparação com junho do ano passado, os preços dos imóveis subiram 11,4%, segundo estatísticas oficiais da China. Em abril, o crescimento fora de 12,8%.