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SÃO PAULO – Além de impulsionarem a forte ascensão exibida em seus papéis, o resultado do segundo trimestre da Vale (VALE3, VALE5) divulgado na última semana recebe comentários bastante otimistas tanto do Citigroup como da Ágora Corretora, levando ambos a reiterarem sua sugestão de compra dos ativos da mineradora.
Trajetória de alta dos preços do minério de ferro e projeções otimistas no desempenho operacional da companhia são as razões citadas por Alexandre Hacking e Claudia Elisabeth Feddersen, analistas que assinam o relatório do Citi, para justificar a recomendação do banco.
Ebitda maior da história?
“Os preços do minério de ferro têm mantido uma trajetória de ascensão, que pode permanecer elevada por vários anos”, avalia a equipe. “O momentum de ganhos é positivo e o Ebitda (geração operacional de caixa) do terceiro trimestre deve ser o maior da história da Vale”, completa.
No entanto, Hacking e Feddersen explicitam dois itens que veem como sinal amarelo para a mineradora: “a falta de fluxo de caixa livre e do retorno dos massivos orçamentos de capex (capital de investimento) da Vale”.
Valuation
No tocante ao valuation, além de recomendarem compra, os analistas projetam um preço-alvo de US$ 42,00 por ADRs (American Depositary Receipts) representativos de ações ordinárias e de US$ 36,00 por papéis representativos de ações preferenciais.
Resultado positivo
Por seu turno, a equipe da Ágora também revela uma postura bastante otimista quanto ao desempenho futuro da companhia, além de enaltecer os números registrados entre abril e junho.
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“Classificamos como positivos os resultados da Vale no 2T10, o que juntamente com a expectativa de demanda e preço do minério de ferro crescente no terceiro trimestre reforçam nossa recomendação de compra para as ações da mineradora”, dispara a analista responsável pelo setor de mineração da corretora, Cristiane Viana, em relatório.
Dentre os destaques do segundo trimestre, a analista frisa o lucro líquido da companhia, o qual atingiu R$ 6,6 bilhões, “superando em 36% nossas expectativas para o período, refletindo o expressivo crescimento dos resultados operacionais da mineradora”.
Top pick e preço-alvo
Além disso, ela lembra que os papéis da Vale estão “inseridos em nossas carteiras recomendadas e lista de top picks” e que “a mineradora brasileira está negociando a um múltiplo EV/Ebitda (relação entre o valor da companhia e sua geração operacional de caixa) estimado para 2011 de 3,2 vezes, patamar abaixo de suas concorrentes internacionais”.
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Por último, a Ágora revela sua projeção para o preço-alvo dos papéis em dezembro deste ano: R$ 103,00 para as ações VALE3 e R$ 88,30 por ativo VALE5, cifras equivalentes a potenciais teóricos de apreciação de 113% e 108%, respectivamente, conforme o último fechamento.