Klabin: diretor comemora melhora em relação aos resultados de 2009 e 2008

Fábrica de celulose de escala mundial é prevista para final de 2015; tendência é de aumento da participação da Ásia na receita

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SÃO PAULO – Comentando os resultados do segundo trimestre de 2010 em teleconferência, os diretores da Klabin (KLBN4) destacaram a evolução não somente frente aos números de 2009, como ante os registrados em 2008, antes da crise financeira. 

As vendas chegaram a 430 mil toneladas no período, evolução de 23% frente ao mesmo período de 2009. O diretor geral da Klabin, Reinoldo Poernbacher, destacou que o mercado de papel e embalagens em geral se manteve aquecido no período, contribuindo para o resultado.  

Volume e números
“Incluindo as vendas de madeira, o volume de vendas do primeiro semestre supera em 22% o volume vendido em 2009, e em 8% o volume dos primeiros seis meses de 2008”, comentou o diretor. No resultado de vendas somente madeira, a alta foi ainda mais expressiva, com avanço de 82% no volume frente a 2009 e 23% em comparação com 2008 – ambos em base semestral.

Em termos financeiros, também houve aumento significativo, com a receita líquida total subindo 25% em relação ao primeiro semestre de 2009, e 15% frente aos primeiros seis meses de 2008. 

“O resultado operacional dá uma ideia melhor do resultado da empresa, porque exclui os efeitos cambiais”, lembrou Poernbacher após citar o lucro operacional de R$ 259 milhões, 87% superior ao visto em 2008. O Ebitda (geração operacional de caixa) teve alta de 45% ante o primeiro semestre de 2009 e de 44% em relação ao mesmo período de 2008, totalizando R$ 478 milhões de janeiro a junho deste ano. 

Dívida e investimentos
O endividamento líquido da Klabin caiu 25% entre o segundo trimestre de 2009 e o mesmo período deste ano, passando de R$ 3,109 bilhões para R$ 2,340 bilhões. O diretor destacou principalmente a queda da dívida líquida em relação ao Ebitda, passando de 4,3 vezes para 2,6 vezes na mesma base de comparação. 

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Com relação aos investimentos, Poernbacher comentou dois importantes projetos de longo prazo: a reforma da área de evaporação e a caldeira, ambos na unidade de Otacílio Costa, em Santa Catarina. Segundo o diretor, quando prontos – em cerca de 12 a 18 meses – os dois projetos levarão a uma queda nos custos. 

Já a fábrica de celulose de escala mundial projetada pela companhia deve estar pronta somente ao final de 2015. A projeção atual é de capacidade de 1,3 milhão de toneladas, número que pode aumentar até lá, chegando a 1,5 milhão. Até o momento, já foi definido que a fábrica será localizada no Paraná, mas a micro-localização exata ainda não está certa. 

Ásia e câmbio
Os diretores confirmaram que, como visto no resultado, a Ásia tem ganhado cada vez mais importância em termos de volume e de receita dentro do resultado e das operações da Klabin. “A tendência é esse volume permanecer alto, não só para China, mas para Ásia em geral”, comentou o diretor da companhia.  

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Ele explicou ainda que, com participação em diversos países diferentes, o negócio da empresa é muito impactado por mudanças cambiais. Em 2010, a variação cambial levou a perdas de R$ 70 milhões no primeiro semestre. 

Preços
Perguntado sobre um aumento nos preços praticados pela empresa, o diretor afirmou que, caso haja uma pressão de custos, não é descartada uma rodada de aumento de preços.

Poernbacher ainda explicou que a alta de 20% do CPV (custo de produtos vendidos)  deve-se, por um lado, à redução do custo unitário, e também à elevação do volume de vendas. “As vendas totais subiram 22%, e o CPV por tonelada caiu de R$ 1.471 para R$ 1.447, uma queda de R$ 25 por tonelada na comparação anual”, explicou.