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SÃO PAULO – De acordo com os índices semanais publicados pela empresa finlandesa Foex, que são utilizados como referência pelos investidores, os preços da celulose de fibras longa e curta mostraram contração na semana passada, ampliando as perdas das semanas anteriores. Avaliando o novo cenário para o setor, o mercado já previa uma tendência de baixa nos preços.
| Tonelada de celuose | Semana até 20/08/2010 | Semana até 17/08/2010 | Variação |
| Fibra longa (Foex NBSK) | US$ 975,37 | US$ 975,63 | -0,03% |
| Fibra curta (Foex BHKP) | US$ 870,25 | US$ 874,52 | -0,48% |
A equipe da consultoria destacou que, apesar de muitos produtores da celulose de fibra longa nos Estados Unidos terem cumprido os anúncios de redução nos preços em agosto, o índice medido pela Foex permaneceu acima da média para o período em questão. De acordo com a Foex, os pedidos mais antigos podem ser uma razão deste desempenho. Além disso, a consultoria ressalta que a retomada de produção na fábrica da APP também contribuiu indiretamente para a oscilação dos preços no mercado de celulose norte-americano neste mês.
No segmento de fibra longa europeu, por sua vez, a consultoria lembrou que os volumes de produção têm crescido com as recentes reaberturas de fábricas, puxadas pela Rizhao. A Foex destaca ainda que uma fábrica no Chile deverá permanecer fechada ao longo da segunda metade deste ano, pressionando novamente o mercado de celulose no Brasil onde os estoques permanecem baixos.
Já no mercado chinês de celulose de fibra curta, a consultoria avalia que o aumento da oferta causado pela reabertura de fábricas na região dá força para os esforços dos compradores chineses em trazer para baixo os preços. Mas, segundo a Foex, a demanda suficiente e os estoques baixos, entre outras coisas, dão apoio à causa dos vendedores da celulose.
Preços no Brasil
O analista Leonardo Alves, da Link Investimentos, avaliou o desempenho das cotações: “o primeiro movimento de queda nos preços já está consolidado. O mercado agora se pergunta se novas quedas virão. Por enquanto, não descartamos novas quedas, mas de acordo com o discurso da Fibra e da Suzano nos comentários dos resultados do 2T10, projetamos manutenção pelo próximo trimestre”, disse.
Alves destacou que, mesmo em queda, os novos patamares dos preços da celulose não chegam a preocupar. “Os estoques de celulose continuam baixos, bem abaixo da média histórica, o que nos traz segurança em relação aos preços para o curto prazo”, afirmou o analista.
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A corretora manteve seu rating outperform (desempenho acima da média do mercado) para os papéis da Suzano (SUZB5) – a top pick da corretora no setor -, bem como a recomendação market perform (desempenho em linha com o mercado) para Fibria (FIBR3) e Klabin (KLBN4).