Barclays eleva preço-alvo de Vale, MMX e CSN, prevendo setor forte em 2011

Analistas escolhem Vale como top pick; otimismo também atinge a holding Bradespar, que faz parte do bloco de controle da Vale

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SÃO PAULO – Ao revisar as projeções para o setor de mineração em 2011, o Barclays Capital elegeu a Vale (VALE3, VALE5) como top pick e elevou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) de US$ 42,00 para US$ 46,00, o que representa um potencial teórico de valorização de 45,2% frente ao último fechamento.

A mudança nas estimativas também atingiu as demais empresas do setor no universo de cobertura do Barclays – a saber CSN (CSNA3), MMX Mineração (MMXM3) e, por sua ligação à Vale, a holding Bradespar (BRAP4). Dessa forma, o banco reiterou a recomendação overweight (peso acima da média do portfólio) a todas as empresas, com exceção dos papéis da CSN, que recebem sugestão equal weight (peso em linha com a média do portfólio).

Mudanças nas projeções
Empresa  Código   Preço-alvo novo   Preço-alvo antigo   Upside   Recomendação 
Bradespar BRAP4 R$ 67,00 R$ 62,00 58% Overweight
CSN CSNA3 R$ 36,00 R$ 34,00 38% Equal Weight
MMX Mineração MMXM3 R$ 18,00 R$ 17,00 48% Overweight
Vale ADR US$ 46,00 US$ 42,00 45% Overweight

As modificações partem do princípio de que o mercado de minério de ferro está posicionado para manter a continuidade do forte ciclo também no próximo ano. Para tal projeção, os analistas Leonardo Correa, Renato Antunes, Cristopher LaFemina e Seth Rosenfeld levam em consideração uma resposta mais lenta por parte da oferta das mineradoras e o potencial para novas performances ruins da oferta indiana, à medida que a demanda global se recupera, especialmente impulsionada pela China. Ao mesmo tempo, o Barclays vê uma curva de custos mais íngreme na China e aumento na intensidade de capital devido aos expressivos requisitos de infraestrutura.

Por fim, o preço do minério de ferro para o próximo ano deverá ser maior do que previsto anteriormente, a US$ 160 por tonelada métrica seca, contra os US$ 140 por tonelada métrica seca esperados previamente.

Vale
A Vale apresenta um forte momentum, com resultados sólidos e uma plataforma de crescimento orgânico de grande retorno, baixo custo, com reservas de longo prazo e valuation atrativo. “Enquanto os riscos políticos parecem crescer, nós esperamos fundamentos fortes e oportunidades de crescimento permanecendo como os principais drivers”, afirmaram os analistas em relatório.

Consequentemente, os papéis da Bradespar (BRAP4) também se beneficiam deste momento. “Nós recomendamos as ações da Bradespar devido às nossas expectativas com a força do ciclo do minério de ferro, bem como por sua fatia no bloco de controle da Vale, que nós acreditamos merecer um prêmio”.

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CSN
Do mesmo modo, o relatório demonstra otimismo com a CSN, empresa que está elevando a exposição a minério de ferro para amenizar as fraquezas relativas ao aço. A mineradora possui uma das melhores operações de minério de ferro no mundo, conforme os analistas. “A CSN é a nossa fabricante de aço preferida no Brasil, principalmente pelo cenário relativamente forte de ganhos”, destacaram.

MMX
“Nós acreditamos que os investidores estão subestimando a sustentabilidade do preço do ciclo do minério de ferro e desvalorizando a MMX”, dizem os analistas, os quais ressaltam que a diretoria da empresa merece um crédito por dois negócios, firmados com a LLX e a Usiminas, além da intenção de consolidar a região de Serra Azul.