Copom reduz projeção de aumento das tarifas de telefonia e eletricidade

Na reunião de dezembro, o Comitê aumentou suas projeções de elevação de preços para a gasolina e o gás de botijão

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em sua ata da reunião de dezembro, divulgada nesta quinta-feira (16), projetou alta para as tarifas de serviços públicos essenciais, porém em menor intensidade do que havia sido projetado anteriormente, no caso da telefonia fixa e energia elétrica. 

O Comitê estimou alta de 0,4% para as tarifas de telefonia fixa, enquanto que na reunião de outubro ele havia previsto aumento de 0,8% neste ano. Já com relação às projeções para as tarifas de energia elétrica, o Comitê prevê uma alta de 2,8% – 0,8 ponto percentual abaixo do projetado na reunião anterior, de outubro, quando ficou em 3,6%.

O Comitê também mudou as projeções de reajuste para a gasolina e gás de botijão. Para ambas, esperava-se que os preços não variassem neste ano, mas agora o Copom espera aumento de 1,6% no primeiro e de 1,7% no segundo.

O próximo ano
No caso da gasolina, o Copom espera variação nula para os preços em 2011, assim como no caso do butijão de gás.

Em relação às tarifas de telefonia fixa, o Comitê tem a expectativa de aumento de preços de 2,9% no próximo ano, um pouco acima do que deve ser identificado na energia elétrica, de 2,8%.

Preços administrados
As projeções de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2010 se reduziram de 3,6% em outubro para 3,4% em dezembro. O percentual era o mesmo desde a reunião de abril. Para 2011, a projeção reduziu-se para 4%, ante 4,3%.

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De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse conjunto de preços representou 29,15% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do décimo primeiro mês do ano.

A projeção considera, entre outros fatores, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).

Copom
O Copom foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa básica de juro. Até o final de 2005, as reuniões do colegiado aconteciam com frequência mensal, mas, a partir de 2006, passaram a ocorrer aproximadamente a cada 45 dias, totalizando oito reuniões ao ano.

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O modelo adotado no Brasil é similar ao do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que tem no FOMC (Federal Open Market Committee) a centralização das decisões de política monetária, trazendo mais transparência ao processo decisório.

De acordo com o Banco Central, os objetivos do Copom são “implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação”. Vale lembrar que a taxa de juro fixada na reunião do colegiado é a meta para a Selic, que vigora no período até a próxima reunião do comitê.