Commodities e preços do atacado devem manter IGP-M em trajetória de alta

Para os próximos meses, inflação deve continuar ser puxada pela alta dos grãos e do minério de ferro, afirmam consultorias

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SÃO PAULO – Em janeiro, o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) manteve sua trajetória de aceleração ao mostrar alta de 0,79% no mês, contra 0,69% em dezembro. O desempenho foi em grande parte apoiado pela pressão dos preços do atacado e no segmento agropecuário.

Com relação ao setor agropecuário, responsável por uma alta de 1,27% em janeiro, os fatores que influenciaram o avanço foram os preços relacionados aos alimentos, em especial trigo, mandioca, café, tomate, laranja e leite fresco. Para a Rosenberg Associados, o movimento reflete um aumento sazonal e também pode estar associada às fortes chuvas do início de ano. Com relação aos próximos meses, a LCA Consultores esperam que “os preços do milho e bovinos não registrarão comportamento tão benigno daqui em diante”.

Indo para o setor de atacado, os produtos industrializados passaram de uma elevação de 0,44% para 0,57% na passagem mensal. A alta do preço do minério de ferro foi a principal pressão altista no período. Para a equipe da LCA, a expectativa é de que os preços do minério continuem subindo, em nível mais moderado do que em 2010, além de um número mais significativo de itens mostrar alta nas próximas medições.

Já no varejo, o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercados) acelerou de 0,92% em dezembro para 1,08% neste mês. O principal impacto sobre o índice se deu por conta dos setores de Educação, com o reajuste de mensalidades escolares, e Transportes, com novas tarifas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte.

Perspectivas
Por conta deste processo de aceleração progressivo, a equipe da LCA Consultores acredita que os preços dos produtos relacionados aos segmentos de atacado e agropecuário tendem a avançar ainda mais, afetados, principalmente, pela tendência de alta das commodities, corroborada pela Rosenberg. Ainda para a LCA, os segmentos de Educação e Transportes devem continuar a prejudicar a leitura dos índices de preços.

Desta forma, o índice deve mostrar uma desaceleração significativa somente a partir do segundo semestre, acredita a equipe da Rosenberg.