Preços do etanol e da gasolina disparam em abril, mostra IPCA

Levantamento mostra que alta foi de 16,4% no caso do etanol e de 4,28% no caso da gasolina. No ano, etanol está 30% mais caro

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SÃO PAULO – O início da safra de cana-de-açúcar ainda não surtiu efeito nos preços do etanol na bomba, que aumentaram 16,4% somente neste mês, segundo o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Acompanhando o aumento do derivado de cana-de-açúcar, a gasolina também está mais cara para o consumidor, por registrar alta de 4,28% somente neste mês. No acumulado do ano, o índice mostra forte aumento de 6,19% no preço do litro do derivado de petróleo e de 30,69% no valor do etanol. Em 12 meses, o valor do etanol disparou 36,97% e o da gasolina, 8,15%.

Os aumentos frequentes dos preços do etanol em época de entressafra estão fazendo o Governo repensar a política de combustíveis no País. Especialistas afirmam que além da escassa oferta do produto nesse período, o fato de o preço da gasolina ser controlado também impede um equilíbrio dos preços dos combustíveis.

Em relatório, analistas da LCA Consultores constataram que o preço do petróleo nos níveis atuais forçará a Petrobras a reajustar o preço da gasolina nas refinarias. O último reajuste feito foi em 2009 e a diferença do valor praticado no mercado internacional e aquele praticado internamente chega a 24%.

Além do reajuste a ser feito pela Petrobras, o Governo estuda reduzir a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) para alinhar os preços da gasolina para os consumidores.

Cidades
Em abril, considerando as localidades analisadas pelo IBGE, destaques ficaram com Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, que registraram altas de 17,60%, 17,57% e 17,55% nos preços do etanol, nesta ordem. Em São Paulo também ocorreu a maior alta da gasolina, de 5,14%.

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No ano, Goiânia, Curitiba e São Paulo registraram os maiores aumentos do derivado de cana-de-açúcar, de 38,4%, 35,39% e 33,05%, na ordem. Os maiores incrementos nos preços da gasolina ocorreram em Belo Horizonte (10,74%) e Goiânia (9,04%).

Nos últimos 12 meses, a alta do preço do etanol chegou a ser de 57,5% em Goiânia e de 51,18% em Curitiba. Em Goiânia também ocorreu a maior elevação da gasolina, de 18,28%.

Inflação dos combustíveis em abril, no ano e nos últimos 12 meses
Capital Abril/2010    Acumulado do ano      12 meses
  Comb.     Gasolina     Etanol     Comb.     Gasolina     Etanol     Comb.     Gasolina     Etanol 
Rio de Janeiro 5,47% 4,35% 17,28%  8,76% 6,54%  31,89%  8,91% 6,96% 24,76%
Porto Alegre 5,06%  4,4% 17,57%  6,48% 5,39% 28,97%  6,21% 4,94% 33,31%
Belo Horizonte 4,58% 4,57% 14,87%  10,29% 10,74% 24,97%  9,65%

10,38%

25,05%
Recife 2,58% 1,55% 9,54%  2,03% 0,84%  10,25% 4,01% 3,03% 10,66%
São Paulo 6,6% 5,14% 17,55%  9,41% 6,82%   33,05%  10,40% 6,98% 43,36%
Distrito Federal 4,33% 3,79% 14,15%  5,19% 3,86% 25,76%  13,15% 12,11% 33,04%
Belém 1,39%  1,09% 4,98%  1,64% 0,91%  10,82%  1,66%  1,29% 5,99%
Fortaleza 3,35% 3,68% 4,23%  4,53% 4,72%   13,07% 13,84% 15,52% 9,72%
Salvador 4,07% 3,97% 7,7%  2,61% 2,28% 15,49% 3,41% 3% 20,31%
Curitiba 4,35% 2,97% 17,6%  7,92% 5,36% 35,39%  13,45% 10,21% 51,18%
Goiânia 5,44% 4,74% 15,3%  10,81% 9,04%  38,40% 20,38% 18,28% 57,50%
Nacional 5,26% 4,28% 16,4%  7,98%

6,19% 

30,69%  10,15% 8,15% 36,97%

GNV
Segundo o levantamento, de maneira geral, os combustíveis ficaram 5,26% mais caros em abril, 7,98% no ano e 10,15% em 12 meses. Com os aumentos nos valores do etanol e da gasolina, o GNV tornou-se alternativa, por registrar leve alta de 0,85% neste mês e até quedas no ano, de 2,42%, e em 12 meses, de 2,22%.

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Em abril, o gás veicular se manteve estável em praticamente todas as capitais analisadas, registrando variação apenas no Rio de Janeiro (0,65%), Belo Horizonte (0,15%), São Paulo (2,13%) e Fortaleza (0,28%).

O mesmo ocorreu na análise de 12 meses. No período, apenas no Rio de Janeiro e em Fortaleza houve alta, de 9,07% e 2,79%, na ordem. Em Belo Horizonte e São Paulo ocorreu queda, de 3,7% e 15,18%.