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SÃO PAULO – “O pior momento da inflação está passando. Em maio poderemos respirar”, afirmou nesta sexta-feira (6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com o ministro, os preços dos alimentos e dos combustíveis, grandes vilões da pressões inflacionárias neste ano, já entram em uma fase de quedas, o que força o recuo da inflação.
Neste mês, a taxa medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desacelerou, ao passar de 0,79% para 0,77%. “O índice ficou abaixo do que o mercado esperava. Ainda está alto, mas mostra uma tendência de queda da inflação”, disse Mantega.
O grupo Transportes, que registrou a maior variação do mês dentre os demais grupos foi o que impediu um recuo maior do índice. Influenciado pelas altas dos preços do etanol, que ficou 11,2% mais caro, e da gasolina, que encareceu 6,26%, o grupo variou 1,57% no mês.
“A boa noticia é que em maio esses combustíveis já estão caindo, porque começou a safra e o preço ao produtor já caiu e [essa queda] logo mais chegará na bomba”, acredita Mantega. “Outra boa noticia é que os preços das commodities caíram fortemente”, afirmou o ministro referindo-se ao recuo, na última quinta-feira (6), de 8,1% na cotação do barril de petróleo negociado no mercado de Londres.
Alimentos
No sentido contrário ao dos combustíveis, os alimentos também foram destaque. Em abril, a desaceleração da inflação oficial deve-se justamente ao recuo do grupo Alimentos e Bebidas, que passou de 0,75% para 0,58%. No grupo, o resultado foi impactado principalmente pelos preços do tomate, que ficou 18,69% mais em conta, do açúcar, que registrou queda de 2,13%, e das carnes, que ficaram 0,20% mais baratas.
“No Brasil, a safra [de muitos produtos] já começou. Os preços dos alimentos já estão caindo e vão cair mais ainda”, acredita Mantega. O ministro também credita esse recuo à queda nos preços das commodities agrícolas. “Esses preços estavam influenciando na inflação de todos os países, inclusive do Brasil”, avalia.
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Um respiro
Para o ministro da Fazenda, a partir de maio, o Brasil poderá respirar melhor, com mais quedas nos preços. “Estamos no momento em que muda a direção da inflação para baixo. Se continuarmos assim, os alimentos vão continuar caindo, os combustíveis vão continuar caindo e em maio poderemos respirar melhor, com índices de 0,45% a 0,5%”.