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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch elevou suas estimativas para o preço do minério de ferro no curto prazo. Para 2012, o banco projeta um total de US$ 170 por tonelada métrica no mercado spot, alta de 31% em relação à antiga previsão.
Para o longo prazo, as expectativas são opostas, com um preço de US$ 90 a tonelada métrica, 20% menor, por conta do aumento de custos operacionais e subsídios de preços. Enquanto a Vale segue como top pick entre as mineradoras, as projeções para siderúrgicas pouco mudaram, ainda pautadas pela cautela.
Para a equipe de análise do BofA, o mercado de minério de ferro “tende a continuar com um equilíbrio muito apertado nos próximos anos”. Muitos projetos, principalmente no Brasil, foram adiados significativamente. A demanda também permaneceu resiliente nos Estados Unidos e Europa, enquanto a produção chinesa de aço surpreendeu positivamente no início de 2011.
“Se a China mantiver o ritmo de crescimento de 10% em 2011, vemos um significativo risco dos preços do minério de ferro acelerarem e atingirem um nível de US$ 200 por tonelada”, dizem os analistas Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic em relatório.
Vale é top pick
Entre as mineradoras, a Vale (VALE, VALEP) é a preferida pelo BofA na América Latina. A previsão de preço ajustada para o minério de ferro implica em um aumento do preço-alvo dos BDRs (Brazilian Depositary Receipt) para US$ 51 por papel.
“Acreditamos que as preocupações sobre o aumento da interferência política irão abrandar e a Vale pagará dividendos acima do esperado”, afirma o trio de analistas.
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Siderúrgicas ainda mostram cenário difícil
A preferência da instituição é por empresas mais verticalizadas, ou seja, que detém o controle de uma maior parte do processo produtivo. A recomendação de compra para os BDRs da CSN (SIDHF) e MMX (MMXCF) foi mantida, já que as empresas possuem alavancagem para produzir o própio minério de ferro. “Ainda assim, acreditamos em significativos riscos de execução, já que ambas sofrem para poder entregar a produção esperada”, contam Hirai, Lofiego e Luketic.
Empresas menos verticalizadas, como a Usiminas (USSPF, USNMF), tiveram suas projeções númericas reduzidas para 2012. A sugestão para os papéis da Usiminas é de underperform. O banco recomenda neutralidade aos papéis da Gerdau (GGBUF) e compra aos ativos da Bradespar (BSRPF) e Ternium (TX).