Projeto que altera o Simples será apresentado à Dilma na próxima semana

Deputados querem ainda que o governo possibilite o parcelamento das dívidas das empresas inscritas no programa

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SÃO PAULO – O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Alves (RN), afirmou nesta quarta-feira (8) que a área econômica do governo apresentará na próxima semana à presidente da República, Dilma Rousseff, o projeto de lei que altera o Simples Nacional.

O parlamentar, acompanhado dos deputados do seu partido e dos representantes do Sebrae-RN, foi ao Ministério da Fazenda discutir o assunto com o secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa.

“Viemos pressionar, no bom sentido, para que [o projeto] seja votado ainda no primeiro semestre. Era para ser em dezembro. Com a nova legislatura no Congresso Nacional, foi preciso fazer tudo de novo. Se não houver agilidade, vai demorar o ano todo”, disse, segundo a Agência Brasil.

Parcelamento das dívidas
Além disso, os deputados pediram que o governo possibilite o parcelamento das dívidas das empresas inscritas no Simples, o que não é permitido pela lei. “O assunto será levado à presidenta Dilma na semana que vem. Ela quer discutir o assunto, porque foi compromisso de campanha dela”, acrescentou.

Alves disse ainda que, após o retorno do governo, serão feitas as alterações no projeto de lei na Câmara dos Deputados, onde o texto está sendo analisado. “Faremos as alterações após o relatório com a posição final e, se Deus quiser, levar para a votação. Ele [Nelson Barbosa] é muito simpático à posição”.

Sobre as mudanças
Entre as alterações da proposta, está o aumento do limite de faturamento das empresas cadastradas no Simples, passando de R$ 2,4 milhões por ano para R$ 3,6 milhões por ano. Também está prevista a extinção da substituição tributária para empresas optantes pelo regime.

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Além disso, o projeto propõe a extinção da cobrança de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) nas fronteiras dos estados, já que, em cada um deles, as alíquotas de cobrança do ICMS são diferenciadas e cobradas quando ultrapassam as fronteiras. O objetivo seria extinguir esse recolhimento, pois estimula a sonegação.

A proposta prevê ainda a inclusão de todas as atividades no Simples. Algumas delas, como arquitetos, corretores e jornalistas, entre outras, não podem aderir ao regime simplificado. Com essa mudança no texto, todas as atividades poderiam se cadastrar.

O projeto de lei estabelece ainda as seguintes alterações:

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