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SÃO PAULO – O aumento da renda das classes C e D vem contribuindo para a evolução dos preços de serviços menos essenciais. De acordo com levantamento feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o maior consumo de serviços como teatro e salão de beleza, por exemplo, por tais classes foi responsável por uma alta acumulada de 9,24% em 12 meses até junho no IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor).
Os serviços em questão são aqueles vistos como uma novidade no orçamento da população de renda mais baixa, como gastos com salão de beleza, lavanderia, cinema, show, teatro e academia de ginástica.
Serviços menos essenciais
O economista da FGV, André Braz, elaborou uma lista com 16 serviços pesquisados pelo IPC-BR que são mais atrelados à recreação, estética, ou serviços terceirizados de atividades domésticas.
Braz entende que tais atividades serão fontes constantes de pressão na inflação varejista, uma vez que a demanda não dá sinais de que irá diminuir. Em 12 meses, alguns serviços já apresentaram alta de dois dígitos, como passagem aérea (13,71%), hotel (12,83%), teatro (11,12%) e alfaiate e costureira (10,98%).
Empregados domésticos (7,11%) e salão de beleza (9,90%) também representaram importante aumento nos gastos.
Vale destacar outros serviços que tiveram variação média acima da inflação do período, como show musical (7,24%), academia de ginástica (8,42%) e lavagem de carros e lubrificação (7,31%). Braz comenta que essa situação reflete o aumento de renda da população, já que tais gastos poderiam ser substituídos por opções mais baratas ou simplesmente não existirem.