Faturamento da agropecuária cai em maio, segundo CNA

Taxa de crescimento foi de 0,58%; embargo com a Rússia é responsável por menor crescimento na pecuária

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SÃO PAULO – A agropecuária brasileira apontou desaceleração em maio deste ano, registrando taxa de 0,58%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (25) pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Mesmo com este resultado, a agropecuária acumulou alta de 4,22% em 2011, refletindo o crescimento do segmento primário agrícola que, na parcial do ano, acumulou expansão de 5,81%.

O desempenho da produção seguiu, também, positivo e com ligeira tendência de alta, 3,84% até maio. O algodão, o feijão, a mamona, a mandioca, o milho, o sisal e a soja registraram as maiores altas, o que refletiu a expansão tanto da produção quanto dos preços reais recebidos.

Poe sua vez, o segmento primário da pecuária registrou crescimento modesto em maio (0,09%), acumulando expansão de 2,22% em 2011. Segundo a CNA, a desaceleração e mesmo a queda nos preços de diversas atividades do setor, explicam este desempenho.

Entre os fatores que levaram a retração dos preços dos produtos, o embargo da Rússia é o principal, pois o país é o maior importador de carne suína brasileira . As exportações, no que se refere ao volume, para este país reduziram 4,7% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, aumentando a oferta de produto no mercado interno.

Preços também caíram
Considerando-se a média de janeiro a maio de 2011, o preço médio recebido pelos pecuaristas é 3,32% superior ao nível recebido no mesmo período do ano passado, segundo a Confederação. Até abril, esta taxa era de 4,50%.

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Na produção, a alta foi de 2,48%, contra 2,38% até abril. Com isso, na média, o faturamento dos pecuaristas registrou aumento de 5,41% na comparação entre os períodos, nível inferior ao registrado até abril, quando o crescimento do setor foi 6,41%.

A bovinocultura de corte manteve o melhor desempenho quando comparados os dados observados de janeiro a maio deste ano com os do mesmo período do ano passado, registrando alta de 9,96%. Até abril, este desempenho era ainda mais significativo, com alta de 10,61%.

A desaceleração dos preços da atividade em maio, a qual se deve ao período de safra desse produto, explica este menor ritmo. A atividade leiteira também seguiu desacelerando na comparação entre os períodos: taxa de crescimento de 5,15% até maio contra 6,56% até abril.

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Na suinocultura para corte, observou-se queda ainda mais acentuada dos preços, apesar do desempenho estável da produção, o crescimento da atividade caiu para 2,36% na comparação entre os períodos. A queda brusca dos preços é reflexo do embargo da Rússia, condição que elevou a oferta do produto no mercado doméstico.

O cenário foi ainda mais difícil na avicultura para corte. O recuo de preços resultou em queda no faturamento da atividade, de 0,28%. A produção de ovos manteve o pior desempenho, retração de 8,14%, o que se explica pela queda tanto em preços quanto no volume produzido pela atividade.