Fiesp é contra a criação de novos tributos

Para a Federação das Indústrias, novos impostos irão onerar ainda mais os setores produtivos, além dos trabalhadores e família brasileira

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SÃO PAULO – A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou, por meio de nota, nesta quinta-feira (8), que repudia a criação de novos impostos ou contribuições. Para a entidade, novos impostos irão onerar ainda mais os setores produtivos, além dos trabalhadores e a família brasileira.

De acordo com a Fiesp, os números da arrecadação do governo federal apontam que não há necessidade de criação de novos tributos. A arrecadação tem crescido a cada ano, passando de R$ 619 bilhões, em 2007, para mais de R$ 1,1 trilhão, o que representa alta de 77%. Segundo a Federação, este crescimento se deu considerando que em 2007 havia a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

“Apesar desse salto na arrecadação, não se verificou um aumento equivalente nos gastos com a saúde. No mesmo período, os gastos com saúde do governo federal cresceram 52%. Ou seja, os investimentos na saúde não acompanharam a evolução da carga tributária”, comentou a federação, em nota.

Mais impostos
Para a Fiesp, o País não precisa de mais impostos, mas de qualidade na gestão pública, com a devida atenção à saúde, à educação, à habitação, ao emprego, à mobilidade urbana, à logística, à infraestrutura e à competitividade. 

“Assim, diante dos números e do atual cenário econômico doméstico e internacional, resta claro que o Brasil precisa de qualidade e eficiência na gestão pública e não de mais impostos que roubam a nossa competitividade. A Fiesp não vai aceitar a criação de nenhum tipo de tributo ou contribuição e tem a certeza de que a população está ao seu lado nessa posição”.