Em setembro, brasileiro trabalha 40 minutos a menos para comprar cesta básica

Jornada exigida recuou de 94 horas e 38 minutos em agosto para 93 horas e 58 minutos no mês passado, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em 7 das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em setembro, recuou em 40 minutos o tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado ao tempo usado em agosto.

Enquanto no oitavo mês do ano o trabalhador brasileiro precisava de 94 horas e 38 minutos, em média, para adquirir produtos essenciais, em setembro, a jornada exigida reduziu para 93 horas e 58 minutos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quarta-feira (5). Em setembro de 2010, a mesma cesta exigia 91 horas e 4 minutos de trabalho.

Mais tempo de trabalho em Porto Alegre
No mês passado, Porto Alegre foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 109 horas e 50 minutos, 20 minutos a mais do que no mês anterior. Em seguida, aparecem São Paulo (107 horas e 51 minutos) e Florianópolis (105 horas e 5 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Fortaleza (82 horas e 2 minutos), João Pessoa (79 horas e 24 minutos) e Aracaju (74 horas e 7 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em setembro, por capital:

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Posição Cidade Horas trabalhadas
1º Porto Alegre 109h50m
2º São Paulo 107h51m
3º Florianópolis 105h05m
4º Belo Horizonte 101h18m
5º Rio de Janeiro 101h15m
6º Vitória 100h45m
7º Manaus 100h40m
8º Curitiba 97h43m
9º Brasília 97h39m
10º Belém 95h10m
11º Goiânia 93h26m
12º Recife 84h10m
13º Salvador 83h59m
14º Natal 83h09m
15º Fortaleza 82h02m
16º João Pessoa 79h24m
17º Aracaju 74h07m