Preços dos alimentos caem 2,64% em setembro, segundo Índice Ceagesp

Para economista, a proximidade do final do ano indica tendência de ligeira elevação dos preços do setor de frutas

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SÃO PAULO – De acordo com o Índice Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o preço dos alimentos caiu 2,64% em setembro, após ter registrado três altas consecutivas. No ano, o indicador avançou 0,88% e, nos últimos 12 meses, houve retração de 0,46%.

De acordo com o economista da Ceagesp, Flávio Godas,”o mês foi caracterizado pela melhora acentuada das condições climáticas no âmbito produtivo, como pouca incidência de chuvas e temperaturas amenas. Outro fator que contribuiu foi não ocorrer geadas nas principais regiões produtoras do sul e do sudeste”.

Das seis categorias de alimentos avaliadas houve retração em cinco delas, com destaque para o setor de verduras, que caiu 7,93% entre agosto e setembro deste ano. Por outro lado, apenas o setor de pescados apresentou expansão, de 0,69% no período.

Preços
Considerando os pescados, os maiores acréscimos foram nos preços do camarão (20,1%),  da anchova (18,6%) e da tainha (10,2%). Por outro lado, no mesmo setor, as maiores reduções de preços foram observadas no atum (-15%), no cação (-11%) e na corvina (-7,9%).

Já no setor de verduras, que apresentou a maior retração, de 7,93%, as principais quedas de preços foram observadas nos brócolis (-22,7%), no nabo (-22%) e no almeirão (-15,6%). Os aumentos mais importantes foram da salsa (22,5%), do milho verde (6,3%) e do repolho (19,7%).

Outro setor a registrar baixa significativa foi o de legumes, com 6,37%. Os principais recuos nos preços foram da berinjela (-46,8%), pepino japonês (-38%), abobrinha (-23%), ervilha (-26,5%) e pimenta cambuci (-19,6%). As principais altas foram do pimentão vermelho (44%) e da cenoura (6,7%).

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O setor de diversos também apresentou queda, mas de 3,42%. As principais baixas foram da cebola nacional (-9,4%), do coco seco (-8,9%) e do amendoim (-2,5%). A batata comum (5,9%) foi à única a apresentar elevação no preço. 

“Com a proximidade do final do ano, a tendência para os próximos meses é de ligeira elevação de preços do setor de frutas e queda nos setores de legumes e verduras. Já os setores de diversos e pescados devem permanecer nos patamares atuais, tendendo, portanto, a estabilidade de preços”, prevê Godas.