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SÃO PAULO – O mercado vem fugindo dos investimentos em commodities com saída desse mercado de 30% em apenas um mês. A venda das posições de commodities tem se intensificado nos últimos anos, com os fundos de hedge sendo particularmente agressivos. Porém, essa tendência pode ser revertida, com um possível reajuste de preços, afirmam os analistas do Banco Barclays.
Segundo Suki Cooper, Roxana Molina, Kevin Norrish e Amrita Sen, no mês de setembro houve uma saída de quase US$ 10 bilhões dos ativos posicionados em commodities. Essa foi a maior vazão desde que o banco começou a reportar os dados, no início de 2009, sendo praticamente o dobro de toda a saída líquida total ocorrida no terceiro trimestre de 2008, quando teve início a crise financeira mundial.
O mercado de metais tem registrado a maior queda em preços no mês de setembro, o que leva a perguntar o porquê de tamanha depressão desses preços. “A situação macroeconômica europeia, apesar de ainda estar em definição, tem melhorado”, afirmam os analistas, contrastando com o sentimento de baixa do mercado em relação às mercadorias.
Reajuste de preços
Para os analistas, essa contradição entre um movimento mais positivo do mercado – com os EUA se recuperando e os dados recentes de que a China está caminhando para um crescimento suave – e os preços baixos das commodities acaba sugerindo que poderá ocorrer um reajuste dos preços. Eles serão seguidos por uma tendência de preços mais construtivas nesses mercados, observando ainda que o mercado financeiro permance sem tendências definidas.
O Barclays afirma ainda que o cobre poderá ser o principal beneficiário de uma melhoria das perspectivas do mercado financeiro, já que o preço negociado do metal está muito abaixo do considerado justo para o mercado.
“Nós continuamos posicionados no petróleo bruto, milho e alumínio, como commodities com fundamentos de médio-prazo mais construtivos, enquanto o ouro aponta como tendência de alta devido às preocupações renovadas sobre a inflação e desvalorização da moeda que qualquer cura para os males da Europa irá demandar”, afirmam.