Preço de passagens aéreas sobe 14,23% em outubro

Preço da passagem aérea exerceu o principal impacto no IPCA mensal. Belo Horizonte foi a capital que apresentou maior alta, de 16,32%

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SÃO PAULO – As passagens aéreas exerceram o principal impacto no resultado mensal do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 0,06 ponto percentual.

Em outubro, a alta média dos preços foi de 14,23%, depois de um avanço de 23,4% em setembro, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Das 11 capitais analisadas pelo instituto, o destaque ficou com Belo Horizonte, com alta de 16,32% frente ao mês anterior. Por outro lado, Fortaleza foi a cidade que registrou o menor aumento, de 11,23%.

Variações
Com o aumento no mês, os preços das passagens acumulam, nos dez primeiros meses do ano, alta de 50,23%. Neste caso, o destaque é Curitiba, que registrou alta de 63,74%. Porto Alegre e Rio de Janeiro aparecem em seguida, com acréscimos de 55,96% e 56,40%, respectivamente.

Em 12 meses, o preço das passagens já acumula alta de 59,637%, sendo Curitiba a capital que teve a maior alta, de 72,37%, como mostra a tabela abaixo:

Variação do Preço das Passagens Aéreas
Capital Outubro No ano 12 Meses
Rio de Janeiro 13,86% 56,40% 63,14%
Porto Alegre 15,79%

55,96%

69,05%
Belo Horizonte 16,32% 51,88% 54,44%
Recife 13,03% 54,91% 68,38%
São Paulo 13,98% 41,67% 57,57%
Distrito Federal 13,01% 43,06% 52,42%
Belém – – –
Fortaleza 11,23% 49,81% 65,28%
Salvador 12,04% 47,27% 60,40%
Curitiba 15,94% 63,74% 72,37%
Goiânia 13,87% 53,28% 58,33%
Nacional 14,26% 50,23% 59,63%

Transportes
A alta registrada pelas passagens aéreas contribuiu com o aumento do grupo de transportes – composto por ônibus urbano, táxi, trem, ônibus intermunicipal, ônibus interestadual, ferry-boat, passagem aérea, metrô, barco e transporte escolar -, que teve variação de 0,48% neste mês.

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Fortaleza e Porto Alegre foram as capitais onde o transporte teve a maior alta, de 1,60% e 1,50%, nesta ordem. Apenas Recife e Salvador registraram quedas, de 0,60% e 0,53%, respectivamente.

De janeiro a outubro, o grupo já acumula alta de 6,04%. Os destaques de alta são Belo Horizonte (7,68%), Curitiba (7,60%) e São Paulo (6,39%). Os menores aumentos foram registrados em Belo Horizonte (4,04%) e Recife (2,72%).

Já em 12 meses, os transportes ficaram 6,48% mais caros. Em Belo Horizonte, o grupo registrou aumento de 7,74%, sendo este o mais intenso. Em seguida, vêm Curitiba (7,59%), Distrito Federal (6,89%) e Goiânia (6,74%).