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SÃO PAULO – Embora considere prematuro fazer projeções, a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, diz que a Receita Federal estima crescimento entre 4,5% e 5% na arrecadação em 2012. Somente em arrecadações consideradas atípicas, incluindo as ações de fiscalização, espera-se que entrem R$ 16 bilhões para os cofres do governo.
De acordo com a secretária, conforme publicado pela Agência Brasil, o recorde de arrecadação de impostos e contribuições federais em janeiro não possibilita ainda uma projeção sobre a evolução do recolhimento dos tributos no decorrer do ano.
“O mês de janeiro, por ser o primeiro do ano, não é uma base sólida para a gente fazer previsões para o comportamento da arrecadação durante o ano”, disse Zayda.
Arrecadação
Em janeiro, a arrecadação federal obteve recorde histórico, ao atingir a marca de R$ 102,57 bilhões, o que equivale a um crescimento de 6,04% em comparação a janeiro de 2011 e de 5,57% sobre o último mês do ano passado.
Entre os fatores que influenciaram a arrecadação no mês passado, a secretária destaca a elevação do PIB (Produto Interno Bruto), a formalização dos empregos, com o aumento das contribuições previdenciárias, o reajuste do salário mínimo, que representa um aumento no consumo das famílias, bem como o recolhimento atrasado do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de bebidas e automóveis e o crescimento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de derivativos. Os dois últimos, juntos, somaram quase R$ 500 milhões.
“Existe um conjunto de fatores e o comportamento da própria Receita Federal, no sentido de recuperar créditos que deveriam ter sido buscados, mas não foram, para alavancar a arrecadação”, disse.