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SÃO PAULO – Com perspectiva de que a Petrobras (PETR3, PETR4) só começará a crescer de modo consistente a partir de 2014, e em meio a um cenário de aumento de custos e retornos mais baixos para a petrolífera, o Credit Suisse reduziu o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) PBR. O target passou de US$ 34,00 para US$ 32,00, enquanto a recomendação segue neutra para os papéis.
De acordo com o analista Emerson Leite, após a companhia divulgar os resultados do quarto trimestre, apresentando uma queda do lucro líquido de 52,4%, a tendência negativa só irá se reverter após alguns anos. Somente a construção de novas refinarias poderia diminuir essa tendência de queda na produção.
Ainda nessa segunda-feira (27), a Ágora optou por rebaixar a recomendação para as ações preferenciais da companhia, de compra para neutra, ao incorporar o resultado do quarto trimestre. Foram reduzidas também as projeções para o exercício previsto em 2012.
Crescimento baixo até 2014
Para Leite, o crescimento da produção continuará baixo até 2014, por uma série de fatores. Dentre eles, a queda de mais de 10% na produção da Bacia de Campos, o atraso da produção da plataforma P-55, de 2012 para o final de 2013, além de uma regulação mais forte da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) sobre o setor.
Desse modo, Leite avalia que “com a produção em dezembro e janeiro no Brasil se beneficiando de novos poços e sem manutenção relevante, a tendência para 2012 é de queda nos papéis, assim como aconteceu em 2011”.
O analista também ressalta o atraso nas operações da Refinaria Abreu e Lima e no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) para 2014. “Notamos que, mesmo no plano estratégico da petrolífera, o mercado ainda vai precisar de importações em 2015, com capacidade de processamento bruto sendo menor do que a demanda esperada”, afirma.
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A precificação resolveria o problema, afirma Leite, já que os preços domésticos estão cerca de 20% abaixo dos níveis internacionais. O analista estima um crescimento dos preços em 5% nesse ano. Ele também ressalta os altos níveis de salário no setor de petróleo no Brasil, em comparação ao mercado global, sendo um dos poucos países onde o trablaho importado é mais barato.
as margens do setor.