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SÃO PAULO – Após os níveis recordes apresentados em 2011, os preços e o volume de vendas do minério de ferro no mundo devem registrar desaceleração neste ano. A opinião é da agência de classificação de risco Moody’s, que cita o menor crescimento chinês e o aumento da produção do insumo como motivos para a baixa.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (29), Andrew Metcalf, analista do Grupo de Finanças Corporativas da agência, prevê a expansão da commodity produzida em 450 milhões de toneladas por ano. Isso acabaria com as restrições à oferta, frente à demanda global, e reduziria o preço da commodity o médio prazo.
Além disso, ele acredita que a presença da sucata de aço chinesa e o enfraquecimento da metalurgia podem também pressionar a precificação. O relatório da Moody’s prevê esse patamar em US$ 120 por tonelada.
Fundamentos se mantêm
Mesmo assim, a agência acredita que os fundamentos de longo prazo para as mineradoras continuam os mesmos. O forte crescimento da China, mesmo em desaceleração atualmente, e a onda de urbanização da Índia vêm sustentando o cenário para o insumo.
Além disso, os indianos estão tendo problemas para conseguir extrair os recursos em seu país, sejam eles ambientais ou políticos. Isso reduziu as exportações vindas de lá e beneficiou as empresas de outras regiões. Essa tendência deve continuar no médio prazo, diz a Moody’s.
Possibilidade de novo ciclo de alta
Caso a recuperação da economia pelo mundo se dê em um ritmo acima do previsto agora, porém, a instituição vê possibilidade de nova alta nos preços. Além disso, se os atrasos com a produção forem superados, principalmente nas minas que sofrem com a distância e problemas políticos, esse cenário pode mudar.
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Por fim, o relatório avalia que as margens de Vale (VALE3, VALE5), Rio Tinto e BHP Billiton, as maiores mineradoras do mundo, sofrerão pressão por conta dos reajustes para baixo. “Mas apenas os produtores menores enfrentarão dificuldades financeiras significativas”, informa.