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SÃO PAULO – O preço do quilo do tomate subiu cerca de 233% nos últimos dias. O fruto, que podia ser comprado por R$ 1,50, agora é vendido por quase R$ 5 o quilo.
De acordo com o Ibre/FGV, apesar da ampla variedade de alimentos in natura, a preferência por esse fruto reduz a possibilidade do consumidor substituí-lo e driblar essa alta de preços.
Segundo o economista do Ibre/FGV, André Braz, ainda não é possível responder até quando o consumidor encontrará o tomate a preços tão altos, mas afirma que aumentos tão bruscos não têm vida longa. “É natural que ocorram mudanças abruptas nos preços dos alimentos in natura no auge do verão e do inverno”, diz Braz.
O economista explica que com a passagem dos efeitos mais agudos do clima, é pouco provável que o tomate sustente o atual nível de preços. Até porque não é típico assistir aumentos dessa intensidade no mês de julho. “Apesar de atípico, se o inverno for mais rigoroso próximo às áreas de cultivo, isso pode atrasar o amadurecimento do fruto e provocar escassez temporária no mercado”, alerta Braz, explicando que é a justificativa usada pelos agricultores sobre o aumento dos preços.
Driblando a alta
Para evitar que o preço do tomate pese no orçamento, o economista aconselha que pesquisar é o melhor caminho. “Há várias estratégias, as mais comuns são pesquisar em feiras, supermercados e hortifrutis; substituir por outros produtos – de preferência por aqueles típicos da estação, como: uva, tangerina e morango, e reduzir o volume de compras. Essa última estratégia pode ser vista como a verdadeira arma do consumidor”, ensina o economista.
Segundo Braz, o consumidor tem o poder de fazer com que os preços sejam reduzidos. “Quando compramos menos de um determinado produto, principalmente os perecíveis, reduzimos a probabilidade dos preços continuarem subindo, pois o comércio não vê como um bom negócio deixar o produto estragar nas prateleiras”, afirma.