Uso de redes inteligentes de energia pode ajudar usuários a controlar consumo

Além disso, tecnologia pode informar em tempo real a ocorrência de pane e a eventual suspensão de fornecimento

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SÃO PAULO – O uso de redes inteligentes de energia – ou smart grids, em inglês – pode ajudar os usuários no controle direto do consumo.

Segundo publicado pela Agência Brasil, o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizou um estudo sobre o uso de redes inteligentes para gerenciamento da geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica.

Para o CGEE, a tecnologia pode informar em tempo real, por exemplo, a ocorrência de pane e a eventual suspensão de fornecimento, sendo que a rede inteligente melhora o serviço que é prestado pelas concessionárias.

Além disso, quando houver tarifa diferenciada conforme o horário, os medidores domésticos informarão quanto está sendo gasto a cada momento e o valor das tarifas cobradas, dando a possibilidade de o consumidor utilizar os eletrodomésticos em horários de tarifas mais baratas.

“Quando cai a energia, seja lá por qual motivo, você liga para a concessionária. Pelo smart grid, isso passa a ser automático, não precisa ligar (…) Essas empresas conseguirão ter mais informação para poder prestar o melhor serviço ao seu mercado e a seus clientes”, diz a assessora do Centro, Ceres Cavalcanti.

Outros benefícios
Outra possibilidade é tornar o consumidor credor do sistema. Assim, quem captar energia solar em casa, por exemplo, poderá ter desconto nas tarifas, pois a rede inteligente identifica a geração doméstica de energia.

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“Hoje, a informação do sistema elétrico é direcional. Com o smart grid, passa a ser biredicional. O consumidor passivo passa a ser ativo e vai ter vários tipos de serviços”.

Energia
Ainda conforme Ceres, o país cresce em termos de consumo de energia mais de 5% ao ano, o que é acima do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Entretanto, conforme o CGEE, 15 de cada 100 quilowatts de energia elétrica produzida no Brasil se perdem entre a geração e o consumo, o dobro da registrada em outros países, de até 7%.

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