Carros: Mantega afirma que vai continuar estimulando o consumo interno

Entre as medidas, estão os estímulos ao consumo de autopeças nacionais por meio do Novo Regime Automotivo

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo continuará estimulando o consumo interno de veículos, além de melhorar as condições competitivas de preço e custo.

Durante a abertura da 3ª Automec Pesados & Comerciais (Feira Internacional Especializada em Peças, Equipamentos e Serviços para Veículos Pesados e Comerciais), o ministro explicou que, entre os estímulos do governo, é possível destacar a continuidade da política cambial para evitar a valorização do real, os estímulos ao consumo de autopeças nacionais por meio do Novo Regime Automotivo, desoneração da folha de pagamento no setor automotivo, aumento do volume de crédito, com diminuição dos juros de linhas de financiamento, e aumento do prazo para pagamento.

Além disso, ele explicou que as medidas recentes e as próximas ações que serão tomadas ainda este ano criarão condições para que o setor continue forte e competitivo no Brasil.

Regime automotivo
De acordo com a secretária do Desenvolvimento da Produção, Heloísa Menezes, o novo regime automotivo foi concebido com o objetivo de melhorar a competitividade e estimular o investimento em inovação e pesquisa.

Segundo ela, as empresas que atenderem as exigências, como certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), investimento em engenharia ou em inovação, podem ser beneficiadas com redução de até 30% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), de acordo com a quantidade de conteúdo nacional nos produtos fabricados. Ainda é possível conseguir desconto de mais 2% para as empresas que investem em tecnologia. “É um regime de estímulo, não restritivo, que permite que as empresas de adaptem. O Brasil ganha e a cadeia inteira é beneficiada”, explica Heloísa.

Mercado
Segundo Mantega, o Brasil enfrentou grandes desafios a partir da crise econômica de 2008. De acordo com ele, a crise agravou problemas já existentes, como a competição com países que têm custo de mão de obra muito baixo, que praticam uma desvalorização artificial do câmbio ou que oferecem subsídios.

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O ministro ainda acrescenta que, em 2011, houve uma recaída na economia mundial e 2012 deverá ser um ano de novos desafios.

De acordo com o presidente do Sindipeças (Sindicato da Indústria de Autopeças), Paulo Butori, atualmente, um milhão de pessoas estão empregadas no setor automobilístico. Além disso, afirmou que existe a necessidade de melhorar a competitividade, diminuindo o Custo Brasil, revertendo câmbio desfavorável à exportação e melhorando a capacidade competitiva frente a outros países.

O presidente do Sindipeças também aproveitou a ocasião para parabenizar o Governo Federal pelas medidas de incentivo à indústria automobilística, com o Novo Regime Automotivo.