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SÃO PAULO – A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apresentou ao governo propostas para reduzir a inadimplência e o spread bancários, diferença entre o que banco paga para captar dinheiro de investidores e cobra de juros dos tomadores de empréstimos.
Ao todo, foram 20 propostas que tratam desde a redução de impostos e do depósito compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central) a medidas para reduzir a inadimplência.
Segundo a Agência Brasil, o presidente da Febraban, Murilo Portugal, informou que o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, prometeu analisar as propostas e marcar nova reunião, mas não sabe se as ideias serão aceitas pela equipe econômica.
Propostas
Entre as propostas apresentadas, está a extensão, para outros tipos de operação de crédito, de benefícios que existem para os financiamentos imobiliários.
Também foi sugerida a proibição da capitalização de juros sobre uma dívida que já está sendo paga e a possibilidade de o cliente continuar a pagar o principal de um débito, enquanto questiona as taxas de juros na Justiça.
O presidente da Febraban também cobrou a regulamentação do cadastro positivo, que permitirá aos bons pagadores ter acesso as taxas de juros mais baixas.
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Entre outras medidas, Portugal reivindicou a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) cobrados dos bancos. “O Brasil é um dos países que mais tributa a intermediação financeira”, argumentou.