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Quanto preciso poupar e onde devo investir por mês para me aposentar milionário?

Quantia pode ser inferior a R$ 300 se você começar desde cedo

SÃO PAULO – Ter uma conta milionária é, sem dúvida, o sonho de muitas pessoas. Seja para viver de renda e largar o emprego, viajar ou só curtir a vida. Melhor ainda seria se aposentar com uma conta bancária dessas, principalmente por se tratar de um período em que as pessoas já trabalharam e querem descansar em grande estilo. A pergunta, porém, é como fazer para conseguir isso?

O InfoMoney conversou com Daniel Zamboni, assessor de investimentos na Br Investe, para saber quanto e onde aplicar para atingir esta meta. Segundo ele, quanto mais tempo a pessoa tiver até a data da aposentadoria, menos ela terá que poupar por mês – graças à ajuda dos juros compostos. Para isso, ele elaborou uma tabela com os prazos de 45, 25 e 15 anos até a aposentadoria, a economia mensal necessária para alcançar o milhão e a taxa real de 7% a.a. e de 5% a.a.

Além disso, por ser impossível prever a inflação daqui a 45 anos, Zamboni calculou os valores de forma que o poder de compra seja mantido, ou seja, desconsiderando os efeitos da inflação. Desta forma, os valores da tabela consideram somente a taxa de retorno real, ou seja, o cenário em que R$ 1 milhão daqui a 45, 25 ou 15 anos equivale ao mesmo R$ 1 milhão de hoje.

De acordo com a tabela, uma pessoa que ainda tem muito tempo para se aposentar (45 anos), pode economizar uma quantia mínima de R$ 280 ao aplicar em investimentos com taxa real de 7% a.a. Por outro lado, o valor mensal sobe para R$ 3.200 quando a pessoa só tem 15 anos até a aposentadoria. Já no meio termo, ou seja, com 25 anos até a aposentadoria, o valor é de R$ 1.250.

Com relação às melhores aplicações para atingir R$ 1 milhão, Zamboni recomenda títulos do Tesouro Direto que atualmente pagam o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais 5% ao ano, como é o caso do “Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2035” (antiga NTN-B), que neste momento paga uma taxa de 5,12% a.a.- valor que varia diariamente. “Tais títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional e preservam o poder de compra, pois pagam a inflação (IPCA) acrescida de uma taxa real ”, diz.

Para quem aceita um pouco menos de segurança, mas ainda assim quer uma aplicação em renda fixa, o assessor recomenda debêntures de infraestrutura emitidas por algumas empresas de energia, que chegam a pagar taxas entre 6% a.a. e 7% a.a. e são isentas de Imposto de Renda. Este tipo de título tem mais risco de crédito do que o Tesouro Direto, por isso, é importante avaliar a qualidade da empresa antes de comprá-lo. 

Já para quem pode abrir mão um pouco mais da segurança em troca de uma maior rentabilidade, Zamboni indica a exposição ao mercado de renda variável ou aos fundos multimercados.

Confira, abaixo, as tabelas elaboradas pelo assessor:

Prazo até R$ 1 milhão (anos) Economia mensal Taxa Real (a.a.)
45 R$ 280 7%
25 R$ 1.250 7%
15 R$ 3.200 7%
45 R$ 500 5%
25 R$ 1.700 5%
15 R$ 3.750 5%
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(Shutterstock)

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