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Banco europeu indica as melhores aplicações em renda fixa

Andbank aposta na menor exposição a títulos de curto prazo pré-fixados e atrelados à inflação

SÃO PAULO – Após a forte valorização dos ativos brasileiros nas últimas semanas, com queda significativa na parte curta da curva de juros e valorização do real frente ao dólar, o Andbank recomenda reduzir a alocação em títulos de prazos mais curtos nas carteiras de investimento.

A análise do banco europeu, que é especializado em gestão de patrimônio, recomenda a diminuição nos títulos pré-fixados e atrelados à variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) com vencimento até cinco anos, porque o desempenho destes papéis está ligado à eficácia da execução da política monetária pelo Banco Central.

“Como é um consenso de mercado que o controle da inflação no curto prazo já foi conquistado, os títulos mais curtos refletem quase plenamente a provável trajetória da taxa Selic nos próximos anos, não oferecendo muito prêmio para os investidores”, explica o banco.

Entretanto, os títulos atrelados à variação da inflação com vencimento superior a cinco anos ainda guardam um prêmio significativo porque seu desempenho está relacionado à aprovação das reformas estruturais capazes de melhorar a evolução da relação entre a dívida do governo federal e o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Diante das incertezas do mercado com relação às aprovações dessas reformas no Congresso, o Comitê de Investimentos do Andbank acredita que as reformas serão aprovadas até o início de 2018, ainda que de forma diluída. Por isso, a recomendação é de alocar o capital em títulos do Tesouro Direto IPCA+ com vencimento posterior a 2022.

Outra sugestão do banco é a manutenção de posições acima do nível estratégico para os fundos multimercados, desde que sejam selecionados de forma criteriosa e monitorados disciplinadamente, e abaixo do nível estratégico para as ações, como explica o estrategista do banco, Luís Eduardo Pinho.

Dada a expectativa de baixo crescimento do PIB neste ano e de ritmo lento de recuperação da economia em 2018, resultado dos necessários ajustes na condução da política econômica e do acirramento da crise política, o Andbank estima maior dificuldade na alta do Ibovespa daqui para frente.  

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(Shutterstock)

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