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10 motivos para você fugir da poupança e 7 aplicações que rendem mais

O investimento mais popular do Brasil mal repõe as perdas com a inflação; veja alternativas de risco baixo que podem garantir um retorno bem mais alto

Imagine que você tem dinheiro sobrando e que dois amigos lhe pedem R$ 50 mil emprestados. Um oferece pagar uma taxa de juros de 1% ao mês e outro aceita remunerá-lo com 0,5%. Os dois têm salário elevado, carros, casa e outros bens que funcionariam como excelentes garantias do pagamento do empréstimo. Se você tivesse que escolher apenas um deles para emprestar o dinheiro, optaria por quem vai pagar mais ou menos juros? Parece óbvio que a taxa de 1% ao mês é mais atrativa, não? Mas milhões de brasileiros fazem exatamente o contrário. A opção pelo empréstimo menos rentável é feita quando a pessoa escolhe aplicar o dinheiro na caderneta de poupança, que paga 0,5% ao mês mais TR (taxa referencial, que anda próxima de zero). Só que, com a alta dos juros no Brasil, há opções de risco igualmente baixo que garantem um retorno de 1%.

A diferença entre 0,5% e 1% pode ser pequena em um mês de aplicação, mas, no longo prazo, pode fazer toda a diferença. Em um período de dez anos, quem faz a opção de aplicar R$ 100 mil na caderneta deixa de ganhar R$ 65 mil, dinheiro suficiente para comprar um excelente carro (veja gráfico ao lado). O número é ainda mais impressionante se for considerada a perda do conjunto de brasileiros com a caderneta. O jornal Valor calculou quanto perderam as 3,5 milhões de pessoas que possuem mais de R$ 30 mil na poupança entre junho de 2006 e dezembro de 2012. Se tivessem optado por investir metade do dinheiro aplicado na poupança em um investimento indexado ao CDI (principal referência para aplicações em renda fixa no Brasil), essas pessoas teriam lucrado R$ 8,2 bilhões a mais.

O mais inacreditável é que o número de pessoas que está queimando essa montanha de dinheiro não para de subir. Só no ano passado, a captação líquida da poupança (diferença entre o que é depositado e retirado) atingiu R$ 71 bilhões, a maior da história, e o montante aplicado superou R$ 600 bilhões. Mas por que uma aplicação que rende tão pouco é tão popular? Especialistas apontam uma série de fatores, mas o principal deles é cultural. A poupança está enraizada na cultura financeira das pessoas, que a enxergam como sinônimo de segurança e rentabilidade. “O pequeno investidor está acostumado, se sente confortável e familiarizado com a caderneta”, diz Marcelo Karvelis, diretor comercial da Claritas Investimentos. Já o professor de finanças Eduardo Coutinho, do Ibmec-MG, afirma que falta conhecimento sobre as alternativas de baixo risco mais rentáveis, que estão especialmente atraentes no atual cenário em que os juros da economia voltaram ao patamar de dois dígitos. A seguir, a Revista InfoMoney lista 10 bons motivos para você deixar a poupança:

1 – A poupança mal bate a inflação
Para quem depositou dinheiro na poupança no último dia útil de 2012, o rendimento acumulado durante 2013 foi de 5,67%, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de inflação brasileiro, apontou um aumento médio de preços de 5,91%. Isso quer dizer que quem investiu na poupança teve perda real de poder aquisitivo – ou seja, o poupador ficou mais pobre porque, com o dinheiro corrigido pela caderneta, ele não seria mais capaz de comprar os mesmos bens que poderia adquirir um ano antes.

2 – Fundo DI, CDB e Tesouro Direto estão bem mais rentáveis
Com a alta dos juros, aplicações de risco tão baixo quanto a poupança, atreladas à Selic (taxa básica de juros) ou ao CDI, estão mais atrativas. O investidor tem várias opções nesse segmento. O mais fácil é investir em um fundo DI, que oferece o risco mais baixo do mercado e permite resgates de um dia para o outro. Só tome cuidado com a taxa de administração, que deve ser preferencialmente inferior a 1% ao ano. Muitas corretoras oferecem fundos DI com aplicação inicial de R$ 3.000 e taxa entre 0,25% e 0,5% ao ano – o que garante uma rentabilidade bem maior que a poupança independente do prazo de aplicação, mesmo após o desconto do Imposto de Renda. As corretoras também oferecem CDB (certificado de depósito bancário) com liquidez diária e retorno superior a 100% do CDI. Uma última opção de risco baixíssimo que ganha de lavada da poupança são os títulos públicos pós-fixados. Pelo Tesouro Direto, é possível investir em um título chamado LFT (Letras Financeiras do Tesouro), com rentabilidade atrelada à Selic. A liquidez, no entanto, será semanal, já que o Tesouro recompra os papéis somente às quartas-feiras.

3 – Há opções tão seguras quanto a poupança
A segurança é apontada por muitos investidores como uma das principais vantagens da caderneta de poupança. Isso porque o risco de crédito dos grandes bancos é baixo e, além disso, há a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para aplicações de até R$ 250 mil. Isso significa que mesmo que você invista R$ 100 mil na poupança em um banco que venha a quebrar, o FGC vai lhe devolver todo o dinheiro aplicado mais a rentabilidade alcançada até o dia da intervenção na instituição financeira. Só que o FGC também cobre outros tipos de investimento mais rentáveis, como CDB, LCI (letras de crédito imobiliário), LCA (letras de crédito do agronegócio) e letras de câmbio (títulos usados pelas financeiras para captar recursos). Os bancos pequenos e médios são os que oferecem os maiores retornos para investimentos nesses papéis. Como eles também são percebidos no mercado como mais arriscados, a dica é nunca investir mais de R$ 250 mil em uma única instituição para não correr um risco de crédito desnecessário (veja box sobre o FGC na pág. xxxx).

4 - CDB e fundo DI também têm liquidez diária
Em alguns casos, mais do que obter a maior rentabilidade possível para seu dinheiro, o investidor quer um investimento que permita o resgate dos recursos a qualquer hora. Aplicar em um produto com liquidez diária é especialmente interessante no caso de quem quer constituir uma reserva para emergências, como perda de emprego, morte de parente, etc. A poupança, como todos sabem, tem liquidez diária. Mas quase todos os fundos DI e muitos tipos de CDB também permitem saques a qualquer momento, com a vantagem de poderem entregar um retorno mais elevado. “No cenário atual, mesmo os conservadores fundos DI ganham atratividade quando comparados à poupança”, diz o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Melo.

5 - LCI e LCA são isentos de IR e mais rentáveis
Se você investe na caderneta de poupança apenas pensando na isenção fiscal, precisa rever seus conceitos. Várias aplicações de renda fixa, como a LCI e LCA também são isentas de Imposto de Renda, com a vantagem de oferecerem uma rentabilidade bem maior com os juros atuais. Segundo cálculos da gestora de recursos Opportunity, quem investir na poupança pelos próximos dez anos terá um retorno próximo a 88% (considerando a rentabilidade de 0,5% ao mês, sem TR). Já se aplicar em uma LCI que paga 100% do CDI, o investidor receberá 171,3% (considerando o CDI em 10,5% ao ano). Então um investidor que aplicar R$ 100 mil na LCI terá ganhado, após uma década, R$ 83 mil a mais que na poupança. “É um processo de conhecimento. O pequeno investidor ainda não está bem familiarizado com esses produtos, mas isso já começa a mudar”, diz Felipe Cotrim, responsável pela área de relações com investidores do Opportunity. Mas tome um cuidado: LCI e LCA geralmente não permitem o resgate dos recursos a qualquer momento. O dinheiro deverá permanecer aplicado, sem possibilidade de resgate, por um prazo mínimo de 60 dias.

6 – “Poupança velha” também é ruim
Muita gente pensa que a “poupança velha” – ou seja, os depósitos feitos na caderneta antes de 4 de maio de 2012 – são um excelente negócio. Isso realmente fazia sentido quando o Banco Central baixou a Selic para 7,25% ao ano em 2012, já que, naquela época, a “poupança velha” ainda tinha um rendimento líquido de 6,17% ao ano isento de IR. Só que os juros subiram muito desde então – o que mudou completamente o cenário. Hoje é possível comprar pelo Tesouro Direto títulos públicos chamados NTN-B com vencimento em 2045 e rentabilidade ao redor de 7% ao ano mais IPCA. Isso quer dizer que o investidor que resgata a “poupança velha” e aplica no Tesouro Direto praticamente troca um indexador, a TR, atualmente em 0 a 1% ao ano, por outro muito maior, o IPCA, que roda em torno de 6% ao ano desde o início do governo Dilma. Essa é mais ou menos a conta que milhares de brasileiros estão fazendo quando acionam a Justiça para trocar o índice de correção do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de 3% ao ano mais TR para 3% mais INPC ou IPCA – dois índices de inflação. No caso da “poupança velha”, a diferença é que não é preciso contratar advogado nem acionar a Justiça. Basta sacar o dinheiro do banco e aplicar em NTN-B. Mas tome cuidado: as NTN-B são mais voláteis que a poupança e podem apresentar rentabilidade negativa em determinados meses. Por isso, só são recomendadas para quem planeja manter o dinheiro investido no longo prazo, de preferência até o vencimento do papel.

7 – Quanto mais os juros sobem, pior será a poupança
A poupança já é um investimento ruim no atual cenário, mas tende a ficar ainda pior se os juros continuarem em alta. Até o fechamento desta edição, ninguém no mercado apostava que o BC já havia encerrado o atual ciclo de aumento dos juros. Mesmo que haja uma pausa em breve, a expectativa é que a Selic estacione, ao menos durante alguns meses, em um patamar bem desvantajoso para quem está na poupança. Já no pior cenário, a diferença de rentabilidade pode ser gritante. Imagine que o dólar continue a subir, alcance R$ 3 e alimente a inflação. Nesse cenário, a Selic poderia chegar a 14% ou 15% ao ano – algo muito bom para quem aplica em fundo DI ou CDB. Já na poupança, ninguém jamais ganhará mais que 6,17% ao ano mais TR. “A poupança é uma excrescência financeira. A rentabilidade tabelada é um equívoco que causa uma distorção nos preços de mercado”, diz o professor Eduardo Coutinho, do Ibmec-MG.

8 – Diversificar é inteligente
A poupança até pode ser o único investimento de uma pessoa quando o patrimônio financeiro somado não ultrapassa R$ 5 mil – já que essa reserva poderá ser usada em qualquer emergência e a pessoa nem deixará de ganhar tanto dinheiro aplicando esse capital em um investimento melhor. Mas para quem tem mais de R$ 30 mil, por exemplo, seria uma boa ideia diversificar. Uma parte do dinheiro poderia ir para investimentos sem liquidez, como LCI e LCA, mas que remuneram melhor o dinheiro. Quem tem apetite por risco poderia até mesmo colocar uma parte do dinheiro em títulos públicos prefixados ou um fundo de ações. A diversificação aumenta as chances de obter lucros maiores ao mesmo tempo em que mitiga os riscos.

9 - Poupança não serve para o curtíssimo prazo
A poupança é conhecida por ser um investimento muito simples, mas, mesmo assim, nem todos conhecem suas regras. Uma delas é que a rentabilidade só é creditada se o dinheiro ficar ao menos 30 dias aplicado, sem nenhuma movimentação. Se você resgatar tudo no 29º dia, não receberá nenhum centavo do banco. Em outras aplicações com liquidez diária, como os fundos DI, seu dinheiro rende um pouco a cada dia. É claro que o IR para aplicações de menos de 30 dias será o maior possível – 22,5% do rendimento – e que ainda será preciso pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas, ainda assim, é melhor do que nada – como no caso da poupança.

10 - As regras da poupança já não são tão simples
Com medo de uma migração em massa dos fundos de investimento e dos títulos públicos para a poupança durante o último ciclo de baixa dos juros em 2012, o governo mudou a forma de calcular a rentabilidade da caderneta. Quando a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos, agora há uma regra para os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012, que rendem 70% da Selic, e outra para as aplicações anteriores, que continuam a pagar 6,17% ao mais TR. Ou seja, agora o investidor precisa ficar atento às mudanças nas taxas de juros para saber quanto vai receber de rendimento com a aplicação.

Saia da poupança e invista em: 

Para quem investe na poupança somente a reserva de emergência:

CDB
Comum na carteira de investimentos dos brasileiros, o CDB é um título emitido por bancos para captar recursos. Quando você compra um CDB, literalmente empresta dinheiro para o banco em troca de uma remuneração, que pode ser prefixada (você sabe no momento da compra quanto vai receber) ou pós-fixada (paga um percentual do CDI). Entre as vantagens do CDB, está a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por banco. Quem respeita esse limite pode comprar CDB de instituições financeiras menores na busca por um rendimento mais alto. Boa parte dos CDB permite que os recursos sejam resgatados a qualquer tempo.

Riscos: O principal risco é de crédito, mas que pode ser mitigado com a garantia do FGC.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Não há cobrança de taxa de administração e/ou custódia. Procure CDB que paga ao menos 100% do CDI.

Fundos DI
Os Fundos DI rendem mais sempre que a Selic sobe. Eles não têm isenção de IR nem garantia do FGC, mas o risco desses fundos é o menor do mercado. A liquidez é uma vantagem, já que o investidor pode entrar ou sair quando quiser.

Riscos: De crédito, mas menor que o da poupança.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Taxa de administração. Procure fundos com taxa de 1% ao ano ou menos.

LFT (Letra Financeira do Tesouro)
São títulos públicos comercializados por meio do programa Tesouro Direto, com rentabilidade pós-fixada e atrelada à Selic. Esses títulos oferecem boa remuneração em momentos como o atual, de juros altos. A liquidez, no entanto, é semanal, já que o Tesouro recompra os títulos apenas às quartas-feiras.

Riscos: De crédito, mas menor que o da poupança.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título e taxa de intermediação (algumas corretoras não cobram).

Para quem investe na poupança porque o risco é baixo:

LCI e LCA
O que é:
A única diferença entre os dois papéis é que a LCI é um título emitido por um banco lastreado em um empréstimo ao setor imobiliário e a LCA é originada a partir de financiamentos ao agronegócio. Assim como a poupança, a LCI e a LCA são isentas de IR e contam com a garantia do FGC para depósitos de até R$ 250 mil em uma única instituição financeira. A grande vantagem é a rentabilidade. Nas corretoras, é possível encontrar LCI e LCA que pagam entre 90% e 100% do CDI – ou muito mais que a caderneta. A única desvantagem é que esses papéis não possuem liquidez diária. Os títulos têm um prazo de vencimento definido, quando só então o investidor poderá sacar os recursos. O prazo mínimo de aplicação é de 60 dias. O papel é recomendado especialmente a quem não vai usar o dinheiro no curto prazo e busca uma rentabilidade mais elevada.

Riscos: O principal risco é de crédito, mas que pode ser mitigado com a garantia do FGC.

IR: Isento
Custos: Pode ou não haver cobrança de uma taxa baixa de custódia. Muitas corretoras isentam o cliente que já tem ações ou outros produtos.

Letras de Câmbio
As letras de câmbio, apesar do nome, não têm nenhuma relação com aplicações em moedas internacionais. Elas são uma espécie de CDB emitidos por financeiras e vendidos ao investidor em troca de uma remuneração. Como as financeiras possuem um risco de crédito maior que os grandes bancos, pagam rendimentos também superiores aos investidores. Existem letras de câmbio que remuneram com até 135% do CDI, dependendo do prazo da aplicação e do montante investido – o que é excelente quando comparado à poupança. As letras de câmbio contam com a garantia do FGC para investimentos de até R$ 250 mil em uma única financeira. É importante ficar atento à liquidez, já que esses títulos têm prazo definido e o investidor precisa respeitá-lo para ter a rentabilidade que foi acordada.  Quanto maior o prazo, maior a remuneração.

Riscos: O principal risco é de crédito, mas que pode ser mitigado com a garantia do FGC.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Não há

Para quem só vai usar o dinheiro daqui a 5 ou 10 anos

Títulos prefixados
Os títulos prefixados comercializados por meio do Tesouro Direto são interessantes principalmente quando a taxa de juro está elevada, como agora, e existe a possibilidade de que elas recuem no longo prazo. Desta forma, o investidor consegue travar seu rendimento com uma taxa de retorno alta. No dia do fechamento desta reportagem, títulos prefixados como as LTN ou as NTN-F pagavam mais de 12% ao ano. Se você comprar um título desses com vencimento em 2025, vai receber exatamente esse percentual até o seu vencimento, mesmo que em 2025 os juros estejam em 5% ao ano. No entanto, o mesmo vale se os juros subirem para 15%, por exemplo. Nesse caso, você receberá um rendimento menor que a taxa básica de juros nos próximos anos. Para mitigar os riscos, procure sempre comprar um título prefixado com vencimento próximo à data em que você planeja usar os recursos e não aplique o dinheiro de sua reserva de emergência nesses papéis.

Riscos: De crédito, mas menor que o da poupança; de mercado, caso os juros subam mais que o esperado.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título e taxa de intermediação (algumas corretoras não cobram).

Para quem está poupando para se aposentar

NTN-B
As NTN-B são títulos que pagam o IPCA mais uma taxa de juro definida no momento da compra. A grande vantagem é que o investidor sempre vai ganhar um prêmio sobre a inflação - seu poder de compra será mantido e ainda há ganho de patrimônio. Atualmente, o prêmio pago pelas NTN-B chega a 6% ao ano (mais o IPCA), considerada por especialistas uma taxa bastante atrativa para quem não precisa do dinheiro agora e pensa em resgatar só quando se aposentar. No entanto, esses títulos devem ser evitados por quem vai precisar resgatar antes do vencimento, pois também existe risco de perda (o título varia de preço no mercado secundário de acordo com a oscilação da Selic e com as expectativas de inflação).

Riscos: De crédito, mas menor que o da poupança; de mercado, caso os juros reais continuem em alta.

IR: Come entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do prazo da aplicação.

Custos: Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título e taxa de intermediação (algumas corretoras não cobram).

 

Como funciona o FGC
O Fundo Garantidor de Crédito foi criado em 1995 como forma de proteger os correntistas e investidores brasileiros. A instituição é administrada pelos próprios bancos, que contribuem com uma parcela de seus depósitos para compor o patrimônio do fundo. A ideia é ter um colchão de liquidez para proteger os poupadores em caso de falência de um banco. Atualmente, o FGC garante aplicações até o limite de R$ 250 mil em CDB, LCI, LCA, letras de câmbio, caderneta de poupança e conta corrente.

Desde 1996, mais de 4,157 milhões de clientes de bancos que quebraram foram beneficiados pelo sistema. A grande maioria pertencia ao extinto Bamerindus, que decretou falência em 1997 e possuía 3,9 milhões de clientes nas aplicações garantidas pelo FGC. Em 2004, com a quebra do Banco Santos, 1.903 investidores possuíam investimentos nos produtos garantidos pelo fundo. Destes, 1.194 se enquadravam no limite do FGC na época, de R$ 20 mil. Mais recentemente, em 2011, a falência do banco Morada fez com que 836 investidores acabassem precisando recorrer ao FGC. Outros bancos que tiveram a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central foram o Cruzeiro do Sul, o BVA e o Rural.

*  Essa matéria foi publicada na edição 49 da revista InfoMoney, referente ao bimestre março/abril de 2014. Para tornar-se um assinante da revista clique aqui.

Porquinho: Fuja da Poupança
(Edson Lovatto)

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