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Sugestão da Carteira InfoMoney, ação da BRF sobe 9% em 2018 em meio a anúncio de nova marca

Empresa tem participação internacional e importante em um mercado que tende a se manter em expansão no Brasil e no mundo 

SÃO PAULO - Após um 2017 marcado por uma queda de 24%, as ações da BRF (BRFS3) acumulam alta de 9% nos primeiros 6 pregões de 2018, embaladas pelo anúncio de uma nova marca de alimentos do grupo. A empresa é uma das 11 recomendações da Carteira Recomendada InfoMoney de 2018. 

A carteira - que já estava disponível aos alunos do curso "Como Montar uma Carteira de Ações Vencedora" desde 28 de dezembro (não conhece o curso? Clique aqui!) - foi divulgada para o público em geral na terça-feira (8) na página do guia Onde Investir 2018

No documento enviado aos alunos, Thiago Salomão, responsável pela carteira, explicou que manteve a ação da BRf no portfólio por acreditar que a empresa "tem todo potencial para recuperar suas margens e virar a página após tantos trimestres ruins".

Salomão considera ainda a empresa "muito barata" em termos de valuation, além de ter participação internacional e importante em um mercado que tende a se manter em expansão no Brasil e no mundo.

Nesta quarta-feira (9), a BRF anunciou o início das vendas de sua nova marca de alimentos, a Kidelli. Alexandre Almeida, vice-presidente de operações do Brasil da empresa, afirmou que a Kidelli não competirá com as marcas Sadia e Perdigão. 

Segundo Almeida, a nova marca terá preços em torno de 15% abaixo da média do mercado e ajudará a reduzir a capacidade ociosa da BRF. 

Em teleconferência com jornalistas, o executivo explicou que a terceira marca de alimentos da BRF atuará em um segmento responsável por mais de 30% das vendas de alimentos processados no país. Inicialmente, a Kidelli terá 14 produtos e atuará em nove categorias, entre elas, presuntos, empanados, mortadela, linguiças e hambúrguer.

Em relatório do BTG Pactual de terça-feira (8), analistas anteciparam a notícia e avaliaram a entrada da nova marca como positiva, uma vez que deverá ajudar a companhia tão esperada recuperação de volume.

"Acreditamos que essa mudança proporcionará a BRF um espaço maior nas gôndolas, além de alcançar um maior número de clientes (ao mesmo tempo em que fornece produtos com uma gama maior de preços)", disseram os analistas do BTG ao reiterar a recomendação de compra para os papéis.

Vale ressaltar que acabamos de falar com a empresa e disseram que o desempenho de venda do Natal foi positivo (tanto sell-in como sell-out). Ambas notícias são positivas. Como já mencionamos, a BRF é mais do que nunca um case de melhora de top line. Assim, todos os sinais encorajadores de um volume melhor (principalmente no Brasil, onde os volumes caíram bem nos últs anos) devem ser bem-vindos. V

Salomão ressalta que a empresa tem o benefício da “proteção ao dólar” que pode jogar a favor da BRF em 2018 devido a volatilidade esperada.

Do outro lado, um fator que merece atenção do investidor é o aumento do endividamento, que - se mantiver constante - pode provocar uma nova “chamada de capital” dos acionistas ou emissão de dívidas.

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 Confira a apresentação da Carteira InfoMoney de janeiro no vídeo abaixo: 

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