Por Gabriella D'Andréa Em onde-investir / acoes  18 out, 2012 12h39

3 dicas para enriquecer com os investimentos

Investidor deve manter constância em suas aplicações, juntar um montante para depois apostar no mercado acionário

Por Gabriella D'Andréa Em onde-investir / acoes  18 out, 2012 12h39

SÃO PAULO – Ficar rico com os investimentos é o sonho de muita gente. Assistindo a situação de pessoas que lhe perguntavam como podiam alcançar a tão sonhada independência financeira através de aplicações, o sócio-fundador do Dinheirama, Conrado Navarro, elaborou uma lista com 3 pontos fundamentais para aqueles que pensam no fim sem se dar conta do que é necessário fazer no “meio”, isso é, o que é necessário fazer para chegar lá.

Confira os 3 passos propostos por Navarro:

1º – Investir sempre
É importante que o investidor saiba a importância de estar comprometido com seus investimentos, para que ele possa ver seu patrimônio evoluir. Para isso, é imprescindível que ele faça aportes regularmente, isso é, separar uma parte do seu salário mensalmente para suas aplicações.

“Lido com muitas pessoas que buscam conhecimento técnico e específico sobre alternativas de investimento diferenciadas, mas que não tem capital nenhum para investir. Enquanto isso, outros poupadores que guardam religiosamente uma quantia mensal, ainda que em produtos mais simples, possuem patrimônio maior”, exemplifica Navarro.

2º – É preciso ter dinheiro
O exemplo mais clássico de desapontamento em relação aos investimentos é a Bolsa de Valores. Muitos jovens começam aplicando uma pequena quantia e montam estratégias que se mostram vencedoras, mas no final das contas a rentabilidade obtida é pequena e acaba deixando-os frustrados.

Navarro dá o exemplo de alguém que aplicou R$ 15 mil e estudou arduamente acerca do mercado acionário. No final de um mês, ele conseguiu 5% líquidos, o que é um bom número frente a média do mercado. Mas isso torna-o apenas R$ 750 mais rico. De acordo com o especialista, às vezes vale mais a pena acumular mais capital antes de entrar no volátil mercado de ações.

“Arrisco-me a dizer que antes de chegar a R$ 50 mil e então tentar retornos mais expressivos como investidor dedicado a operações de curto prazo e se aventurar como trader, seu objetivo deve ser acumular dinheiro – o ideal é pensar em muito mais de R$ 100 mil. Ou você vai ‘cansar’ antes de ‘ficar rico’. Tenha certeza que conseguir altas taxas de retorno não será fácil como você imagina ou ouviu dizer”, ressalta Navarro.

3º – Saia da zona de conforto
Realmente, não é fácil viver apenas da renda de seus investimentos. Quem faz essa opção deve estar ciente de que ganhos mais expressivos costumam vir de riscos maiores.

O caminho está repleto de dificuldades e não é fácil ter o autocontrole necessário para deixar de consumir e acumular patrimônio, portanto é importante ter foco e se mexer para atingir sua meta. "Viver como trader significa amargar prejuízos constantes que, acompanhados de lucros significativos, tornam a profissão tão “especial”. Deixar de consumir para poupar e acumular patrimônio (investir em imóveis ou simplesmente aplicar) requer autocontrole e disciplina. Tudo isso é difícil para quem está acostumado a ver “tudo sempre azul” e ter sempre certeza do que está por vir (renda fixa, estabilidade e por ai vai)", pontua Navarro.

Investimento como sinônimo de trabalho
Assim como no trabalho devemos saber quais são nossas responsabilidades, as regras pelas quais somos regidos e a dedicação necessária para que ele flua, investir também demanda todas essas noções.

Por fim, a mensagem é clara: "Preocupe-se menos em tentar ficar milionário em dois, três, cinco anos e transforme esse sonho em um objetivo factível dentro de suas possibilidades. Essa coisa do jovem querer tudo agora geralmente coloca tudo a perder. Então aumente seu patrimônio, mas também avance na geração de renda passiva. Ao aumentar suas fontes de renda, você fica menos suscetível a problemas em momentos de crise ao mesmo tempo em que aumenta sua receita líquida”, conclui Navarro.

Conrado Navarro - sócio-fundador do Dinheirama
(Reprodução/TopMoney)

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