Aluguel de ações: participação de pessoa física entre doadores aumenta

Segundo dados da BM&Bovespa, 27,46% do volume emprestado pertencia a investidores de varejo em julho
Por Gabriella D'Andréa  
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SÃO PAULO – A participação de investidores pessoa física entre os doadores no aluguel de ações (aqueles que emprestam suas ações a terceiros, em troca de uma remuneração) aumentou no sétimo mês do ano, de acordo com dados da BM&FBovespa.

Segundo a bolsa, em julho deste ano, 27,46% do volume total emprestado pertencia a investidores pessoa física. No mês anterior, este número era de 23,45%.

Entre os tomadores (investidores que tomam as ações emprestadas), a participação dos investidores pessoa física diminuiu, de 4,01% em junho para 3,88% no mês passado.

Entre os doadores, os investidores estrangeiros registraram a maior participação (34%), enquanto os principais tomadores foram os fundos mútuos (67,63%), conforme a tabela a seguir:

 

Participação dos investidores no aluguel de ações/julho
Tipo de investidorDoadoresTomadores
Em R$ Participação (%) Em R$ Participação (%)
Pessoa Física 15,223 bilhões 27,46 2,151 bilhões 3,88
Estrangeiro 18,861 bilhões  34,00 12,644 bilhões 22,79
Fundos Mútuos 17,498 bilhões 31,54 37,519 bilhões 67,63
Sociedades anônimas 390,60 milhões 0,70 172,93 milhões 0,31
Previdência 2,179 bilhões 3,93 nulo

nulo

Bancos Comerciais 290,98 milhões 0,52 2,250 bilhões 4,06
Outros  1,022 bilhão         1,84 737,05 milhões          1,33

Volume
De acordo com a BM&FBovespa, o volume financeiro com empréstimos de ações foi de R$ 55,47 bilhões no mês passado, 5,04% a mais do que o volume registrado em junho de 2012, de R$ 52,81 bilhões.

O número de operações foi de 111,423 mil, ante 111,206 mil transações registradas no mês anterior.

Como funciona o aluguel de ações
Qualquer papel negociado na Bolsa pode ser alugado. Basta que os interessados procurem a corretora de valores e fechem o contrato de aluguel.

Em troca de "emprestar" a ação, quem aluga recebe uma taxa de remuneração, negociada com o tomador. As taxas cobradas geralmente são baseadas na liquidez daquele ativo. Ou seja, as ações mais líquidas e que são mais alugadas acabam pagando taxas menores do que aquelas que têm uma oferta menor de aluguel.

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