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O eleitor quer um contraponto não só na economia, mas nos valores, diz Flávio Rocha

Entrevista ao vivo faz parte de uma série promovida pelo InfoMoney com os presidenciáveis

SÃO PAULO - Existe uma carência do eleitor com uma candidatura que seja liberal na economia e conservadora na seara dos costumes. Essa é a avaliação do empresário Flávio Rocha, que decidiu filiar-se ao PRB para disputar a eleição para a presidência da República pela legenda. Na avaliação dele, o discurso liberal está "na moda", mas hoje não há candidaturas que o combinem a uma crítica ao que ele chama de "erosão de valores".

O empresário do grupo Guararapes, controlador da varejista Riachuelo, esteve no InfoMoney, na manhã desta segunda-feira (7), para uma entrevista ao vivo.Também participou da transmissão o analista político Carlos Eduardo Borenstein, da consultoria Arko Advice.

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"O eleitor quer um contraponto, uma antítese ao que vinha daqui para trás, não só na economia. Tem muita gente defendendo brilhantemente o liberalismo econômico, uma maior eficiência do Estado, privatizações, mas essa eleição se dará no campo dos valores. O que está realmente mobilizando a grande parte do eleitorado brasileiro que está se sentindo órfão é a absoluta inversão de valores que caracterizou a erosão de coisas sagradas no imaginário no que motiva o voto", afirmou Rocha.

"Falta realmente alguém que defenda as ideias boas na economia, a liberdade econômica, mas também uma contestação indignada a esse período do 'bagunçar para governar', da erosão dos valores da sociedade que gerou explosão de criminalidade e os piores escândalos de corrupção da história", complementou.

O empresário espera que sua candidatura ocupe o espaço de "centro" político e que seja capaz de liderar um processo de aglutinação deste espectro político, hoje dividido em uma série de candidaturas. "Estamos em um titanic em que a opção é colidir com o iceberg da extrema esquerda ou com o iceberg da extrema direita. Temos obrigação de construir uma larga passagem pelo centro, que não abra mão de liberdade política nem econômica", disse.

Rocha não descarta a possibilidade de abrir mão de sua candidatura para a consolidação de uma coalizão ampla no campo da centro-direita. "Se este for o preço a ser pago para construir essa coligação", reconheceu. Mas o empresário ponderou: "mas estamos bastante otimistas com relação às perspectivas. Sou, de longe, o mais desconhecido dos candidatos. Dentro do especto de centro, somos os que têm mais chances de crescer e liderar esse processo". Na última pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 11 e 13 de abril, o empresário aparece com 1% das intenções de voto nos 7 cenários em que seu nome é considerado.

Como reforço à busca por uma candidatura localizada mais ao "centro" do espectro político -- e embora se autointitule candidato liberal --, Rocha nega o tradicional discurso do Estado mínimo. "Não sou daqueles apologistas do Estado mínimo, mas de um redesenho total do Estado". Confira a íntegra da entrevista pelo vídeo abaixo:

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