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Doria: "Quem não gostaria de ser presidente do Brasil?"; veja entrevista exclusiva

Em conversa com o InfoMoney direto de seu gabinete, prefeito de São Paulo falou sobre sua gestão na cidade, eleições de 2018, a importância da desestatização no Brasil e qual empresário que ele gostaria de ver na política ano que vem

SÃO PAULO - Primeiro prefeito da história de São Paulo a vencer as eleições no 1º turno, João Doria (PSDB) recebeu o InfoMoney com exclusividade em seu gabinete da Prefeitura na noite de terça-feira (12). Em cerca de 30 minutos de conversa, o "não-político" fez um rápido balanço do seu primeiro ano a frente da maior cidade da América Latina, mas o foco da entrevista não poderia ser outro: cenários políticos de 2018 e as especulações em torno do seu nome para que ele concorra à Presidência ano que vem.

Sobre o assunto, Doria elogiou muito Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e defendeu o desejo do governador tornar-se presidente do Brasil, mas também disse que "é justo e natural" que outras pessoas possam almejar esse posto. "Quem não gostaria de ser presidente do Brasil? Obviamente, é preciso ter consciência da sua capacidade, da dimensão do seu conhecimento e da sua capacidade de administrar o estado e pessoas", disse o prefeito de São Paulo (assista à entrevista completa no vídeo abaixo).

Ainda sobre 2018, Doria disse que tem incentivado outros empresários a entrar no mundo político, citando Flávio Rocha, presidente do grupo Riachuelo, como um nome que ele gosta muito: é um rapaz brilhante, vitorioso, bem sucedido e honesto". O tema "privatização" também ocupou boa parte da conversa: Doria afirma que desestatizar é o caminho para tornar o Estado mais eficiente, mas que é preciso ter "coragem" para fazer isso no Brasil. O prefeito, que espera aprovar até o final do ano todos os 55 pontos desestatizantes da cidade, ainda explicou em detalhes por que defende a privatização da Petrobras e a fusão entre Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Confira a entrevista completa:

Perguntas respondidas na entrevista:

1. Após quase um ano como prefeito de São Paulo, qual foi a realização que você mais sente orgulho de ter feito e qual foi o grande erro que você cometeu?

 

2. Você tem um projeto ambicioso de desestatizações em São Paulo e recentemente defendeu a privatização da Petrobras e a fusão da Caixa Econômica Federal com o Banco do Brasil. Por que é tão importante para o Brasil essa onda de privatização?

3. A consultoria Eurasia e a XP Investimentos colocaram seu nome como o "melhor para o mercado" em uma eventual disputa presidencial para 2018. Como você recebeu estas análises?

4. Você já disse que mantém lealdade ao governador Alckmin, mas ao mesmo tempo reforçou a importância de ouvir as prévias e a voz do povo. Podemos concluir que você não é candidato para 2018, mas mudará de ideia se essa for a vontade do povo ou do seu partido?

5. Em 2018 espera-se uma onda de "não-políticos" na corrida eleitoral. Qual sugestão você daria para algum empresário que queira se candidatar? E você tem incentivado pessoas desse meio para se candidatar no ano que vem? Se sim, quem?

6. O mercado financeiro tem mostrado que "ama" o Doria. Mas o Doria ama o mercado financeiro? Qual a sua relação com os investimentos hoje em dia? (ações, fundos, renda fixa etc)

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