Em mercados / politica

CNT/MDA: Avaliação positiva do governo Temer é de 11,3%; avaliação negativa é de 28%

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões, com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança

SÃO PAULO - A CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulga os resultados da 131ª Pesquisa MDA com a primeira pesquisa de avaliação do governo interino de Michel Temer. A avaliação positiva do governo é de 11,3% e a avaliação negativa é de 28%. Para 30,2%, a avaliação é regular e 30,5% não souberam opinar. 

A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 33,8% contra 40,4% de desaprovação, enquanto 25,8% não souberam opinar. "Os resultados mostram melhor avaliação do governo Michel Temer na comparação com o de Dilma Rousseff. Entretanto, ainda há elevado percentual de indecisos na percepção sobre o atual governo", ressalta a CNT/MDA.

A pesquisa ainda faz uma comparação entre os governos de Michel Temer e o de Dilma Rousseff: 54,8% disseram que o governo Temer está igual ao de Dilma e que não se percebe nenhuma mudança no país. Para 20,1%, está melhor, por já perceberem mudanças positivas no país. Outros 14,9% acreditam que está pior e que as mudanças feitas pioraram as condições do Brasil. Além disso, para 46,6%, a corrupção no governo Michel Temer será igual ao do governo Dilma Rousseff. 28,3% acreditam que será menor e 18,6% consideram que será maior.

Impeachment
Sobre o impeachment, 62,4% defendem que foi correta a decisão pelo afastamento de Dilma Rousseff do cargo, tomada pelo Congresso Nacional, enquanto 33,0% acreditam que a decisão foi errada e que ela não precisava ter sido afastada. Para 61,5%, o processo de impeachment foi legítimo, contra 33,3% que avaliam que não foi. Ao final do julgamento de Dilma Rousseff, 68,2% acreditam que ela será cassada e Michel Temer permanecerá na presidência. Já 25,3% pensam que Dilma reassumirá o cargo de presidente.

Já 45,6% dos entrevistados consideram que o processo de impeachment fortalece a democracia brasileira, contra 34,3% que avaliam que enfraquece. Sobre as causas que motivaram o processo, 44,1% citam a corrupção no governo federal, 37,3% atribuem à tentativa de obstrução da operação Lava Jato e 33,2% opinam que foram as pedaladas fiscais. Para 50,3%, a eleição para presidente marcada para 2018 deveriam ser antecipada para este ano. 46,1% consideram que a eleição não deve ser antecipada.

Para 68,2%, Dilma Rousseff será cassada e Michel Temer permanecerá na presidência do país, enquanto 25,3% acredita que a petista reassumirá a presidência. 

Operação Lava Jato
89,3% dos ouvidos conhece ou já ouviu falar sobre a Operação Lava Jato e 10,7% afirma que não ouviu falar. 66,9% dos que já ouviram falar da Lava Jato afirmaram que Dilma é responsável pela corrupção que está sendo investigada na Operação, enquanto 29% acredita que não. Sobre Lula, 71,4% avalia que ele é o responsável pela corrupção alvo da Lava Jato, enquanto 23,4% avalia que não. A expectativa de 36,2% é de que não haja alteração na Lava Jato com o governo Temer, enquanto 29,3% avalia que ela será fortalecida e 26% acredita que ela será enfraquecida. 

Perspectivas
O levantamento traz ainda a avaliação sobre os atuais cenários político e econômico do Brasil, mede a expectativa da população em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública, entre outros assuntos.  

A CNT/MDA também destacou o cenário para os próximos seis meses: 27,2% acham que a situação do Brasil sobre o emprego melhorará, 33,4% acha que vai piorar e 37,5% acha que ficará igual. 19,8% acha que a renda mensal melhorará, 26,4% acreditam que irá diminuir e 51,1% acha que ficará igual. Sobre saúde, 20,4% avaliam que melhorará, 36,6% acha que piorará e 41,3% acha que ficará igual. Sobre educação, o cenário melhorará para 20,7%, piorará para 32,5% e ficará igual para 45%. Sobre segurança pública, 19,3% acha que melhorará, 38,8% que piorará e 40,2% que permanecerá. 

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões, com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança.


Michel Temer (Dilma ao fundo)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Contato