Por Lara Rizério Em mercados  05 jan, 2016 21h56

Moro repassa recursos para pagar contas de luz atrasadas da PF em Curitiba, diz colunista

O Ministério da Justiça contestou a informação de que Moro tenha liberado recursos para pagar contas de luz atrasadas, mas colunista Vera Magalhães, da Veja, reitera os dados

Por Lara Rizério Em mercados  05 jan, 2016 21h56

SÃO PAULO - Na última terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a Operação Lava Jato e outras investigações em andamento não serão impactadas com os cortes anunciados de R$ 133 milhões no orçamento da Polícia Federal.

Porém, segundo aponta a coluna Radar, da Veja Online, a PF já enfrenta dificuldades. Na última segunda-feira, a colunista Vera Magalhães informou que até a conta de luz da superintendência de Curitiba, base da operação, estava atrasada e corria o risco de ter a energia do prédio cortada.

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Assim, o superintendente precisou pedir ajuda ao juiz Sergio Moro, que usou parte dos recursos arrecadados com as condenações da Lava-Jato até aqui para repassar para a PF quitar a conta. O valor repassado seria de R$ 400 mil. 

O Ministério da Justiça contestou a informação de que Moro tenha liberado recursos para pagar contas de luz atrasadas. Segundo a pasta informou a coluna, o juiz teria liberado, em 12 de março de 2014, antes de deflagrada a primeira operação da Lava-jato, R$ 1 milhão para que a PF adquirisse um sistema de Circuito Fechado de TV (CRTV). A PF local comprou o sistema, mas não gastou todo o recurso. No ano de 2015, a própria PF pediu para que o juiz liberasse os 172 mil que sobraram e utilizou esses recursos para repactuar outros contratos, especialmente de vigilância predial.

Porém, afirma a coluna, os dados estão corretos. "Em 17 de dezembro de 2015, a secretaria da 13ª Vara Federal, de Moro, informou os pagamentos de luz e também de combustível à PF nos autos da representação 5031707-10.2014.4.04.7000. Os comprovantes dos pagamentos foram juntados ao processo — e podem ser consultados por funcionários do MJ, portanto", informou a colunista.

Sérgio Moro
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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