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S&P desmente rumor e diz que nada impede a revisão do rating do Brasil em 2018

Após adiamento da reforma da Previdência, rumor apontava que a S&P não iria alterar o rating do Brasil em ano eleitoral

logo Standard and Poor's
(Charles Platiau/Reuters)

SÃO PAULO - No fim do ano passado, os investidores ficaram tensos com a possibilidade da agência de classificação de risco Standard & Poor's cortar o rating do Brasil. Isso ocorreu após a reforma da Previdência ser adiada para fevereiro e o surgimento de um rumor de que a S&P teria dito ao ministro da Fazenda Henrique Meirelles que iria evitar alterar a nota do País em ano eleitoral.

Porém, nesta quinta-feira (4), a agência afirmou ao jornal Valor Econômico que não há nada que a impeça de divulgar relatórios sobre os países em anos eleitorais. Na mesma linha, a S&P lembrou que publica relatórios anuais e que o último foi divulgado em 15 de agosto de 2017, ou seja, um outro documento deve ser publicado até agosto deste ano - ou antes.

Após teleconferência realizada em 20 de dezembro com representantes das principais agências de classificação de risco, Meirelles afirmou que não conversou sobre rebaixamento ou elevação da nota do Brasil. "[Não houve] nenhuma indicação no sentido nem um, nem outro. Evidentemente que seria normal que agências fizessem um relatório de atualização da situação brasileira. Tem muita coisa acontecendo", disse.

O ministro fez reuniões com representantes das agências Moody’s, Fitch e S&P. Após o anúncio do adiamento para fevereiro da votação, na Câmara dos Deputados, da reforma da Previdência, a Moody’s soltou um alerta sobre o impacto da demora na votação na nota de crédito do país.

Atualmente, as três principais agências de classificação de risco – Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s – mantém o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva negativa, com a possibilidade de rebaixamento a qualquer momento.

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