Por Marcos Mortari Em mercados  21 nov, 2016 08h31 - Atualizada em 08h55

Pessimismo aumenta e economistas esperam queda de 3,40% no PIB em 2016, mostra BC

As projeções para a cotação do dólar saltaram de R$ 3,22 para R$ 3,30 neste ano, dando continuidade à percepção de valorização da moeda norte-americana após a eleição de Donald Trump

Por Marcos Mortari Em mercados  21 nov, 2016 08h55

SÃO PAULO - As apostas para uma recessão mais alta neste ano voltaram a crescer, conforme aponta o mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (21). Conforme aponta a autoridade monetária em documento referente a 18 de novembro, a mediana das expectativas dos economistas consultados passou de -3,37% para -3,40% para a variação do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, ao passo que para o ano seguinte os especialistas reduziram projeção de crescimento de 1,13% para 1%.

Do lado da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), as estimativas dos economistas caíram de 6,84% para 6,80% neste ano e foram mantidas em 4,93% para 2017. Já para a Selic, nada mudou em comparação com a semana anterior: a mediana dos economistas aponta para uma taxa básica de juros em 13,75% em 2016 e em 10,75% no ano seguinte.

Ao mesmo tempo, as projeções para a cotação do dólar saltaram de R$ 3,22 para R$ 3,30 neste ano e seguiram em R$ 3,40 em 2017. Estendendo a comparação para quatro semanas antes, as estimativas para a moeda americana já subiram R$ 0,10. Vale ressaltar que as atuais avaliações de que o governo Donald Trump adotaria uma política econômica mais expansionista ajudam a pressionar o Federal Reserve por maior austeridade nos Estados Unidos, o que tende a elevar o ponto de equilíbrio na relação entre a moeda americana e as divisas de países emergentes.

Entre os cinco economistas que mais acertam, as apostas para o IPCA caíram de 6,83% para 6,78% neste ano e de 4,93% para 4,80% em 2017. Do lado da Selic, houve manutenção dos 13,75% para este ano e de 10,25% para o ano seguinte, assim como o câmbio, que ficou em R$ 3,22 e R$ 3,50, na mesma ordem.

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Henrique Meirelles
(Lula Marques/Agência PT)

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