Em mercados

Radar: Casino aprova saída de Abilio Diniz; MMX decide sobre incorporação da PortX

Vale declara força maior em operação no sul do Pacífico e Mundial pede autorização para ingressar no Novo Mercado

Radar
(thinkstockphotos)

SÃO PAULO - O pregão desta sexta-feira (11) é marcado pela instabilidade. Após os mercados internacionais arcarem com perdas durante a manhã, pressionados por uma série de dados econômicos decepcionantes na China e por perdas de US$ 2 bilhões do JP Morgan, ocasionados por uma estratégia equivocada, o sinal no início desta tarde se inverte.

No final da manhã foi revelado que a confiança dos consumidores alcançou o maior nível em maio desde janeiro de 2008, antes de estourar a crise financeira. O dado é do University of Michigan, e mostra que a leitura passou de 76,4 em abril para 77,8 em maio, superando a estimativa de uma queda para 76,0.

Por aqui, o mercado também avalia a grande quantidade de resultados corporativos - vale lembrar que a Petrobras (PETR3, +0,19%, R$ 20,82; PETR4, +0,10%, R$ 19,94) adiou a divulgação de seus dados trimestrais referentes ao primeiro trimestre para a próxima terça-feira (15).

Casino aprova saída de Abilio Diniz do Pão de Açúcar
Na manhã desta sexta-feira o conselho do Casino, grupo francês que deve exercer seu direito previsto no acordo de acionistas e assumir o controle do Pão de Açúcar (PCAR4, +1,07%, R$ 86,82) em junho, aprovou a saída de dois membros do conselho de administração da companhia brasileira, entre eles o atual presidente do conselho, Abilio Diniz. 

MMX convoca assembleia para incorporar PortX
A MMX (MMXM3, +3,31%, R$ 8,28) convocou nesta sexta-feira uma assembleia extraordinária em 29 de maio para decidir sobre a incorporação da PortX (PRTX3, -17,50%, R$ 2,31). A proposta é trocar cada ação da PortX por 0,1954 papéis da MMX. Segundo Pedro Galdi, estrategista da SLW Corretora, a forte queda das ações da PortX nesse pregão refletem apenas um movimento de ajuste.

Vale declara força maior após acidente
A Vale (VALE3, -1,05%, R$ 38,81; VALE5, -0,97%, R$ 39,92) declarou força maior nos embarques para cliente e grupo de fornecedores na operação de níquel Vale Nova Caledônia, na véspera. A operação, na região sul do Pacífico, foi interrompida em decorrência de um acidente na planta de ácido sulfúrico.

Eucatex e Mundial se preparam para entrar no Novo Mercado
Nesta manhã a Mundial (MNDL3, +3,45%, R$ 0,30) revelou ter entrado com um pedido de autorização para negociar suas ações no Novo Mercado da BM&FBovespa. Na véspera foi a vez da Eucatex (EUCA4, +3,14%, R$ 7,89) anunciar que adotará procedimentos para entrar no Novo Mercado. Esta ainda deverá conduzir estudos para realizar uma reorganização societária e adotar melhores práticas de governança corporativa.

CSN decepciona e ações caem forte
Entre as companhias que divulgaram seus números entre o último fechamento e este pregão, destaque para os da CSN (CSNA3, -1,06%, R$ 14,96), cujo lucro líquido recuou 84,96% no primeiro trimestre na comparação anual, aos R$ 92,63 milhões. Analistas avaliaram os números como muito fracos, o que levou os papéis a uma das maiores quedas do Ibovespa durante alguns momentos no pregão, tendo em vista que o fraco desempenho no segmento de mineração não foi compensado na área siderúrgica.

Receita da BM&F Bovespa cresce
Por sua vez, a BM&FBovespa (BVMF3, +1,18%, R$ 10,25) apresentou ganhos de R$ 280,4 milhões, uma alta de 3,6% na comparação ano a ano. O destaque fica por conta da receita líquida, que cresceu 6,5%, refletindo o crescimento em todos os segmentos da empresa. Ainda nesta manhã, em teleconferência com analistas, a empresa ainda revelou que já investiu R$ 26,7 milhões no primeiro trimestre e que distribuirá R$ 224,3 milhões em dividendos, a serem pagos em 31 de julho.

RaiaDrogasil tem alta no lucro
Da mesma forma, a RaiaDrogasil (RADL3, -0,90%, R$ 20,99) registrou lucro líquido de R$ 27,48 milhões no primeiro trimestre de 2012. Esse número representa uma alta de 25,65% frente ao que havia sido registrado neste mesmo período em 2011, mas uma queda de 36,58% frente ao que foi visto no último trimestre de 2011.

Enquanto lucro do BTG Pactual mais que dobra...
No primeiro resultado trimestral desde que abriu capital, o BTG Pactual (BBTG11, -2,97%, R$ 30,02) anunciou um aumento de 140% no lucro líquido, aos R$ 786 milhões. As receitas também seguiram o mesmo caminho e avançaram 96%, para R$ 1,6 bilhão, impulsionadas pela melhora nas condições de mercado e pelo maior volume negociado no Iovespa. 

..LLX vê prejuízo dobrar
No sentido oposto,  a LLX (LLXL3, -0,95%, R$ 3,14) viu seu prejuízo passar de R$ 3,8 milhões no primeiro trimestre de 2011 para um de R$ 9,1 milhões no deste ano, apesar da forte alta na receita operacional líquida, que somou R$ 17,1 milhões. Contudo, as despesas gerais e administrativas também sofreram um forte aumento, indo de R$ 26,1 milhões para R$ 38,0 milhões, refletindo o ajuste no quadro de funcionários da companhia, cujo total de colaboradores passou de 120 para 206.

Suzano e T4F veem lucro recuar
Ainda entre os resultados que pioraram na passagem anual, a Suzano (SUZB5, +0,74%, R$ 6,77) viu seu lucro líquido cair 50% na passagem anual, para R$ 71,8 milhões, enquanto o Ebitda (geração operacional de caixa) ficou em R$ 238,1 milhões, abaixo dos R$ 353,5 milhões registrados em 2011. A T4F Entretenimento (SHOW3, +0,30%, R$ 16,95) é outra que viu o desempenho piorar, com uma retração de 97% nos ganhos, que totalizaram apenas R$ 1,14 milhão.

OHL, Sonae Sierra e Mills também reportam números
Ainda na temporada de resultados coporativos, a OHL Brasil (OHLB3, +2,20%, R$ 17,17) e a Mills (MILS3, +4,17%, R$ 25,99) viram os ganhos trimestrais aumentarem, em 47,8%, para R$ 104,6 milhões, e em 47,2%, para R$ 32,7 milhões, respectivamente. Na contramão aparecem os números da Sonae Sierra Brasil (SSBR3, -2,94%, R$ 31,35), cujo lucro líquido recuou 62,5%, para R$ 32,3 milhões.

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