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De olho na compra do dólar? Confira os 5 eventos que podem "ressuscitar" a moeda nos próximos dias

Segundo Faria Júnior, julgamento do Lula e dados da economia dos EUA serão os principais drivers da moeda

Dinheiro
(Melpomene)

SÃO PAULO - Com o forte fluxo dos investidores estrangeiros para o mercado brasileiro neste começo de ano, o dólar recuou dos R$ 3,30 para R$ 3,20 em poucos dias, consolidando uma tendência de baixa no curto prazo. Contudo, 5 eventos nas duas próximas semanas podem dar um "alívio" para a moeda, que em 2018 acumula queda de 3,5%.

De acordo com o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, o primeiro teste do dólar (e para a bolsa) está marcado para a próxima quarta-feira (24), quando teremos o resultado do julgamento do Lula. É unânime no mercado que o ex-presidente será condenado, mas o placar ainda é uma incógnita e dependendo deste resultado a tramitação do processo que impedirá Lula de participar das eleições de 2018 será mais rápida ou mais lenta. Justamente essa dúvida que está sustentando o dólar sobre R$ 3,21 nesta semana.

Passado o que está sendo considerado o "Dia D" das eleições de 2018, teremos uma bateria de indicadores importantes nos Estados Unidos e os resultados devem alterar a dinâmica do dólar, que "está muito massacrado", aponta Faria. Isso porque, com os últimos dados apontando crescimento da economia norte-americana, fica a expectativa pela manutenção dos fortes números e isso implica diretamente no ritmo da política monetária do Fed.

Agenda pesada nos EUA
Na sexta-feira (26), às 11h30, será publicada a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao quatro trimestre e pelo forte resultado do terceiro trimestre as expectativas são altas. Entre julho e setembro do ano passado, a economia norte-americana cresceu 3,2%, no seu maior ritmo nos últimos dois anos. E na última semana de janeiro teremos uma bateria de eventos importantes.

Começando na segunda-feira (29) com o PCE (Personal Consumption Expenditures), que nada mais é do que a inflação mais acompanhada pelo Fed em suas decisões de política monetária e seu resultado terá impacto imediato. Isso porque, logo na terça-feira (30), será iniciada a primeira reunião do BC norte-americano no ano, sendo a decisão sobre a nova taxa básica de juro no dia seguinte (31) às 17h00. O mercado está ansioso para saber sobre as percepções dos membros do Fed sobre o ritmo de recuperação da economia, principalmente da inflação, como as perspectivas para o rumo dos juros este ano.

Por fim, na sexta-feira (2), será publicado o tradicional Relatório de Emprego, com os dados referentes ao mês de janeiro. Com a economia norte-americana "a todo vapor", a taxa de desemprego deve seguir nas mínimas de 4%, assim como o número de vagas criadas na faixa de 200 mil. Caso confirmado o bom ritmo de crescimento da economia dos EUA, Faria projeta em uma recuperação para a moeda: "dólar voltou a se aproximar de R$ 3,20, fato que gera algum interesse de compra, principalmente para posições no curto prazo", aponta o diretor de câmbio.

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